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Para os cruéis não existe paz

por Fernando Zocca, em 25.04.11

 

 

                    Cercado de analfabetos por todos os lados a leitura suscita muita inveja. Nesse meio é mais sensato um leitor tornar-se cortador de cana, do que milhares deles tornarem-se leitores.

                    Então, não é a toa que o velho ditado “Em Roma seja como os romanos”, mantenha-se atual e corretíssimo.

                    Já imaginou um torcedor do Corinthians vestindo a camisa 10, esgoelando “aqui tem um bando de loucos” no meio da torcida palmeirense? É conflito na certa.

                    No estádio safanões e sopapos poriam o intruso no seu devido lugar, mas numa comunidade, as sutilezas são mais usadas.

                    O blogueiro que incomoda a vizinhança, suscitando nela o temor do desconhecido, pode ter as estruturas da sua casa totalmente abaladas pelo funcionar, durante horas e horas seguidas, de um compressor de ar comprimido.

                    Ninguém desconhece o fato de que a tal barreira não teria por escopo a atividade econômica, mas sim só o de demover para bem longe, a causa dos sentimentos de inferioridade dos incomodados.

                    O nível cultural de um bairro é amostra eficaz, do desempenho das autoridades públicas, no cumprimento das normas relativas ao ensino.

                    Ou seja, uma multidão de analfabetos comprovaria que professores, diretores e políticas municipais de ensino, estariam totalmente ineficientes.

                    Para as políticas insensíveis, fábricas de automóveis, viadutos e pontes teriam maior relevância do que o próprio bem estar da população.

                     

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publicado às 13:43






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