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O Equilíbrio

por Fernando Zocca, em 10.12.11

 

                O blog O Farol publicou quarta-feira, (07/12), um texto interessantíssimo sobre a compulsão do falar descontroladamente.

       Trata-se de uma afecção mental semelhante a outros transtornos obsessivos compulsivos como o vestir somente uma cor de roupa, bater no batente das portas quando passa por elas, ou voltar depois de ter iniciado o trajeto, para confirmar o travamento das fechaduras da casa.

       Segundo a matéria, o doente sofre com a tensão emocional proporcionada pelo ambiente familiar, em que permanece a maior parte do tempo.

       A forma com que o paciente, impotente no controle dos seus impulsos, das suas emoções, procura para aliviar-se, é a de falar muito palavras desconexas, sem sentido e repetitivas, que podem perturbar seriamente as outras pessoas do lar.

       As crianças indefesas são as mais suscetíveis de neurotização; seriam as mais vulneráveis dentre aqueles que não responderiam às provocações.

       Esse tipo de psicopata tem algumas peculiaridades tais como a grande parte do seu tempo livre, estar rodeado por crianças (geralmente enteados), vícios do tabagismo, alcoolismo e drogas pesadas.

       Quando criança o obsessor teve no pai negligente, a grande fonte de inspiração; era um sujeito criminoso, punidor, violento, cruel, impiedoso, viciado em drogas, álcool e tabagista.

       O governo federal tenta agora criar um programa de recuperação de milhares de pessoas, jovens e adultos, viciados em crack.

       Dessa intenção consta a possibilidade do internamento involuntário do viciado. É bom lembrar que o recolhimento contra a vontade do sujeito, promovido pela autoridade legalmente constituída, não é nova entre nós.

       A legislação, se não me engano, da década de 1930, já previa a segregação, em manicômios, das pessoas que, por transtornos psiquiátricos, promovessem desordens, tumultos, depredações e patenteassem reiteradamente, a inconformidade com as boas regras do viver em paz.

       Houve um movimento recente de desativação dos hospitais psiquiátricos, por terem eles perdido as funções principais, que eram as de recuperar, reeducar e ressocializar os ali inseridos.

       Os algozes precisam saber que a falta de educação, de civilidade e de bons modos, têm limites. E que estes, podem ser os dos muros, daquele velho manicômio. 

    

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publicado às 21:59






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