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Falando muito, sem dizer nada

por Fernando Zocca, em 20.02.12

 

 

     

          Se quando dialogamos face a face, olhos nos olhos, estamos todos sujeitos à enganos, mal-entendidos, ou interpretações dúbias, imagine o que não acontece quando a interação ocorre pelas formas não usuais.

       Não se pode duvidar que já houve até mesmo guerras, ou rompimentos sérios, entre povos amicíssimos, por causa daquele dito que não foi compreendido.

       Ainda bem que é sempre conversando, que podemos, todos nós, nos entendermos não é verdade?

       Agora, falar das formas que as pessoas usam para se comunicar parece até bobagem, irrelevante, mas não custa lembrar que a conversa pelo telefone, por exemplo, pode ser mais inteligível do que a que se teria com a emissão de sinais de fumaça.

       Nada contra a troca de figuras, entretanto com seu uso, o grau de certeza, do que se quer dizer, limita-se muito.

       O multíloquo, isto é, o “xarope” que fala muito sem saber o que está dizendo, é a figura oposta daquele que nada articula com naturalidade, do que fala bastante, mas em proveito positivo de alguém, de um público ou de uma classe.

       Note que hoje em dia pululam principalmente no Facebook, os ditos pseudo doutrinários, antes só vistos nos para-choques dos caminhões.

       Vê-se na internet o transplante da famosa filosofia do caminhoneiro, ou da estrada, que semelhante ao multíloquo, fala muito sem dizer absolutamente nada.

 

 

 

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publicado às 01:24






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