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A Própria Língua

por Fernando Zocca, em 12.06.12

 

 

E vamos que vamos. Mais um dia dos namorados que se achega e, com ele, muitos motivos pra manter a esperança em tempos vindouros melhores.


O passar das épocas, além do embarangamento geral notório, torna as pessoas mais sensíveis e conscientes de que é preciso agir com paciência, muita calma, nas situações que não podem controlar.


Na verdade uma das grandes causas do sofrimento é, sem dúvida nenhuma, o desejo de controlar, manipular os outros, como se fossem realmente controláveis.


Tem gente que não segura nem mesmo a própria língua. Como poderia determinar os destinos das outras pessoas? Isso seria semelhante ao tabagista que aconselha alguém a parar com o cigarro, ou um frequentador de botequim, desejar convencer usuários a deixar de ir aos bares.


Mas não fica mesmo esquisito o sujeito gordão tentando ensinar alguém a emagrecer? Ou o folgado aconselhando o trabalho pro amigo?


Tem cada uma que vou te contar. Pra mim "pau que nasce torto morre torto".  Essa história de querer modificar as pessoas não deixa de mostrar o quão inexperientes são os que se propõem a isso.


Se o camarada não quer largar a "mamãe-sacode" como é que alguém poderá demovê-lo dessa sina? Cada um sabe de si.


Ora, se o teimoso insiste em fazer maldades pra velhinha da casa ao lado, ele deve saber que as demais pessoas estão de olho e que tudo pode se complicar.  Não é verdade?


Imagine o grau de caradurismo componente do velhaco que invade a residência alheia, pra mexer no que não lhe pertence. Mas não merece mesmo o castigo mais severo dos céus?


A mãe desses caras deveria saber dos deslizes dos incréus. Sim, mas não estranhe se a progenitora deles, além de estar plenamente ciente das ações antissociais, os estimula na prática das safadezas.


É preciso muita serenidade e paciência, muita paciência.


12/06/12  

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publicado às 22:02






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