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A paixão da Érika

por Fernando Zocca, em 17.11.14

Téo Pereira.jpg

 

 

 

Exageraria quem dissesse que seu desejo era de sair por este país a fora, curtindo mais os prazeres da vida que lhe resta, depois de um longo período sedentário?

É claro que não, querido. Principalmente se esse modo de vida - sedentarismo - não fosse escolhido por ele mesmo.

É muito sério ter de pagar por atos que não cometemos. Os espertos deste mundo sabem como delinquir, atribuindo aos ingênuos, a autoria dos delitos e as penas a eles cabíveis.

Quanta satisfação não sentiria o verdadeiro causador de todos os escândalos, ao ver que alguém mofa por ele na prisão, onde poderia estar, não é verdade?

Contudo, até que ponto o acréscimo aos seus bens particulares, das riquezas trazidas pela desonestidade, poderiam amenizar os ferrões da consciência?

Viagens, mansões, iates, carros importados, festas, baladas e churrascos supririam os mal-estares causados pela certeza de que todos os bens acrescidos assim o foram em prejuízo de alguém?

Ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa, se não em virtude da lei. Esta regrazinha básica é bem conhecida desde há muitos e muitos anos.

Desta forma não pode alguém obrigar outro a fazer o que não deseja, sob pena de infração às leis penais.

E mesmo que haja a livre concordância, de um sujeito para que faça ou desfaça algo, sempre é possível avaliar, se no momento da efetivação do ato, estava ele em pleno gozo da saúde física e mental.

Considero muita arrogância o desejo de falar, agir e decidir por alguém, sem ter o seu consentimento expresso para isso.

Onde ficaria, neste caso, o livre arbítrio daquele a quem se quer substituir, a quem se quer ocupar o lugar, não é mesmo?

Conhecemos as pessoas pelo que elas fazem, da mesma forma que se conhece a árvore pelos frutos que ela produz.

Imagine você, meu preclaro leitor, o tamanho do sofrimento daquele que tivesse de suportar os achaques e chiliques do Téo Pereira, quando na verdade seu maior anseio seria o desfrute dos carinhos da Érika, a hétero?

Cruzes !!!

Nem te conto, querido.

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publicado às 18:46






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