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Reconhecendo os próprios erros

por Fernando Zocca, em 11.01.15

 

 

 

 

 

 

O Papa Francisco disse, numa de suas prédicas sobre a família, que a causa mais frequente das discórdias, aborrecimentos, desarmonia e tensões familiares, ocorre pelo desconhecimento do  desculpar-se.  

Tem muita gente que se vê praticamente travada no momento de reconhecer o próprio erro. O desconhecer essa possibilidade, do pedir perdão, é claro, torna a convivência bastante desconfortável, propícia até da deterioração maior. 

A dificuldade para desculpar-se pode estar embasada na soberba, no orgulho, ou até na concepção de que a causa do erro, ou ação prejudicial, não estaria nele, no agente cometedor do delito. 

Então o agressor, ao invés de facilitar os relacionamentos futuros pedindo escusas, simplesmente procura apontar os supostos erros daquela sua vítima.

O orgulho, neste caso, tende a ser maior do que todo o desconforto causado pela agressão. 

O agressor pratica a descompostura, baseado na crença de que sua vítima merece o tal castigo, desconsiderando inclusive, todas as instituições existentes para isso. 

Haveria, no fundamento dessa atitude equivocada, duas hipóteses: a primeira seria a falta da educação, do treino, para agir solicitando a escusa. A estupidez, a grosseria, loucura mesmo, sustentaria o comportamento hostil inalterável.

Não deixa de haver a hipótese da prevalência da deficiência mental, causada por sérias desordens orgânicas, no comportamento obstinado, querelante, reivindicativo, em que predomina a fala estereotipada. 

O vandalismo compõe também o rol das atitudes condenáveis nesse tipo de personalidade. Então, a invasão dos quintais vizinhos, o apedrejamento das pessoas ou objetos, os incêndios nas calçadas, a formação das turbas, nos crimes de rixa, e a destruição dos ornamentos das residências do entorno, são delitos bem comuns. 

Os ensinamentos da escola, das religiões, dos contidos nos veículos de comunicação social, encontram na impermeabilidade, causada pela disformidade metabólica mental, a sua maior barreira. 

As personalidades propensas às agressões careceriam dos tratamentos especializados, nas instituições existentes para isso, a fim de que aprendessem a suportar a si mesmas, todas as demais manifestações da diversidade, e a usufruir os benefícios da paz.  

 

 

 

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publicado às 22:02






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