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Mudança

por Fernando Zocca, em 13.03.15

 

 

 

Vivemos momentos em que não podemos mais nos queixar da falta d`água ou de chuvas.
Na verdade, há ocasião em que a abundância do liquido é tanta que causa até prejuízos materiais de grande monta.
Compete então, a quem de direito, as providências necessárias para o efetivo armazenamento do produto, evitando assim maiores sofrimentos quando houver, novamente, tempos de estiagem.
É o governo de São Paulo o responsável direto pela captação, manutenção, tratamento, e distribuição da água na maior parte do estado.
Negligência ou omissão neste setor estratégico, vital, de abastecimento básico, significa muito sofrimento, danos morais e materiais para a população paulista.
Perceba que com essa chuvarada toda, que vem caindo sobre Piracicaba, o mato florece a olhos vistos.
As ruas do Cemitério da Saudade estão praticamente todas tomadas pela erva daninha. A vegetação nasce e cresce entre as pedrinhas do calçamento.
Fica bem difícil para a administração municipal, exigir dos cidadãos comportamentos que ela também deveria ter e não tem.
Quando a prefeitura aponta e exige a capinação dos terrenos baldios e ela mesma não a faz, nos locais em que é obrigada a fazê-lo, assemelha-se aquele que vê o cisco no olho alheio, sem perceber a trave no próprio.
O jardim fronteiriço da sede do atendimento odontológico municipal, situado na Rua Tiradentes, tem tanto mato que não é difícil alquém encontrar ali recipientes criadores de mosquitos da dengue.
Ninguém nunca viu por ali animais peçonhentos tais como serpentes ou escorpiões. Entretanto, é sempre melhor prevenir do que remediar depois.
A administração municipal, segundo alguns, teria atualmente, mais problemas do que aptidão para resolvê-los.
Talvez a proximidade das eleições, no ano que vem, esteja ocupando o tempo do pessoal que pensa em reeleger-se.
Não tenho nada contra a reiteração de mandatos consecutivos. Acho até menos imoral do que a intenção de ocupar cargo, no funcionalismo público, depois de estar aposentado.
Qual seria a motivação - além da financeira - do sujeito que, depois de trabalhar 30 anos ou mais, numa administração, aposentar-se, e mesmo assim dispor-se a continuar ocupando o lugar que poderia evoluir?
Aqueles que garantem ser a facilitação da manutenção da hegemonia politico-partidária não estariam tão enganados.
Sem mudanças na administração pode haver estagnação do desenvolvimento na cidade.

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publicado às 13:39






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