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Moço Bonito

por Fernando Zocca, em 18.07.12

 

 

Muitas coisas podem proporcionar satisfação efêmera, que no entanto, produzirão arrependimento para o resto da vida.

Maria da Graça Xuxa Meneguel estrelou, em 1979, o famoso filme Amor Estranho Amor, considerado na época como alternativa para impulsionar-lhe a carreira que principiava a decolar.

Hoje, passados tantos anos e depois de ter amadurecido bastante, ter tido uma filha maravilhosa, ter-se dedicado de corpo e alma a benemerência, ela não deixa de tentar impedir, nos tribunais, que a tal produção seja exibida ou divulgada.

Se por um lado os motivos, que a levaram a participar do filme, eram muito fortes e prementes, hoje a tal obra, indiscutivelmente deporia contra ela e a todos os seus próximos.

Lutando contra uma espécie de "teu passado te condena" Xuxa e os demais que praticaram atos, hoje considerados constrangedores, vêem-se desgastados, tentando apagar ou suprimir aquilo que lhes deu muito prazer.

Teria sido necessário e prazeroso posar nua para fotos e participar de filmes considerados eróticos ou pornográficos?

É claro que a resposta positiva e todas as consequências posteriores não podem agora simplesmente desaparecer do passado.

Tudo bem que se deve esquecer as coisas de outrora e partir para as conquistas futuras, mas será que todas as demais pessoas envolvidas naqueles projetos salvadores, também pensariam assim?

Não é à toa que a sensatez, a boa moral, prega a digamos... santificação, das pessoas. Mas por quê esse interesse?

Não se pode negar que as atitudes condenáveis tornariam os sujeitos vulneráveis, e quando menos esperassem seriam invariavelmente fustigados a não mais poder.

E perceba o desgaste.

Então você poderia notar, nesses momentos, a veracidade da assertiva "o pecado escraviza". Mas não é?

Na verdade o sujeito estaria criando um "telhado de vidro" pra si mesmo. E a consequência é que isso o limitaria muito. Você com certeza não poderia mais "jogar pedras" no telhado alheio, sem sofrer revides devastadores.

"Amarrando-se" ou tendo o "rabo preso", muito pouco o sujeito poderia fazer ou ter do que participar.

Veja o vídeo em que Xuxa fala sobre o filme Amor estranho amor.

 

 

 

Leia também A História do Pato.

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publicado às 18:58


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