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O Perna de Pau

por Fernando Zocca, em 15.02.11

 

 

                      Quando Van de Oliveira Grogue era criança conheceu um professor muito esquisito. Ele tinha uma das pernas de pau, o rosto vermelho enorme, e seus óculos, sempre embaçados, eram feitos com lentes grossas.

 

                        O mestre olhava para os meninos, que se aglomeravam defronte a sua casa, como quem procurava algum traço de zombaria, que ele cria fazerem do seu defeito, aqueles demônios dos infernos periféricos.

  

                        Às vezes o professor, acompanhado da esposa, sentava-se defronte a sua morada, donde podia vigiar os próprios filhos, que se juntavam aos moleques vizinhos.

 

                        O taciturno e cabisbaixo professor era sempre visto, com aquele rosto afogueado, a caminhar pela calçada do quarteirão, claudicando e proferindo palavras, que muitos julgavam ser maldições.

 

                        O mestre tinha um filho chamado Ênio que nas trevas do porão da casa alugada, mantinha um baú, onde criava milhares de baratas.

 

                        Ênio era mestre nas intrigas e por não suportar ver o pai usando a perna de pau, sem poder fazer uma única e inócua troça, atribuiu ao menino Van Grogue, a ousadia de ter dito ser ele – o velhote – um pirata da perna de pau.

 

                        O velho professor percebeu que a sua cabeça, a cada dia que passava, depois daquele desaforo, se esquentava, se esquentava e se avermelhava cada vez mais.

  

                        Ora, o mestre antigo julgou que não melhoraria enquanto não vingasse a petulância, supostamente cometida por aquele pé descalço semianalfabeto, que não servia nem para serrar ou pregar tábuas na fábrica de botes.

 

                        Então o professorzinho e sua mulher balofa, idealizaram o plano de fazer cair sobre o cocuruto do suposto falador inconsequente, um pedaço de pau do mesmo tamanho e peso, que eles julgavam ter a perna direita postiça.

 

                        Iniciado o lero-lero, o tititi, a murmuração, notaram os dois seres vingativos que um dos irmãos do Van Grogue, suposto ofensor, estava esculpindo, num toco de pinho, uma espécie de taco de basebol.

 

                        Os dois iludidos mestres não cessaram as suas arengas da desforra, enquanto não souberam que o Van Grogue foi atingido por um golpe violento desferido pelo próprio irmão, diante da porta aberta do quarto, no início de uma noite de sexta-feira.

 

                        Os curativos, as bandagens, os seis pontos que Grogue levou, para unir as bordas do corte no couro cabeludo, foram por muito e muito tempo, motivadores da mais ampla e irrestrita satisfação do professor, sua mulher fofa e do Ênio, o criador de baratas.

 

 

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publicado às 18:28

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por Fernando Zocca, em 11.02.11

O Infernizador

 

 

                                                A frustração dos impulsos sexuais pode transformar-se em ódio e ressentimento, que fará do inibido um perturbador impertinente.

 

                        A libido represada conduz o sujeito ao comportamento vingativo, odiento, que somente se satisfará ante o sofrimento do frustrador.

 

                        O malogrado compensará também sua angústia com a maledicência e muitas fantasias sobre aquele obstáculo “insensível” e “maligno”.

 

                        A busca da satisfação sexual com quem não a deseja e a rejeição dos carinhos, daquele que se mostra receptivo, formam em ambas as almas, uma poderosa força contrária negativa, cujos objetivos podem ser, inclusive o de transformação do gênero do decepcionante.

 

                        As insatisfações, tanto a sexual quanto a da paz, do equilíbrio do sujeito, são fatores evocados pela figura exponencial do triângulo.

 

                        As almas frustradas, sofridas, unem-se então na busca incessante da eliminação da fonte do desprazer.

 

                        Os conluios, conchavos, armadilhas e até violências físicas são os resultados das aproximações sexuais não desejadas.

 

                        Banhos de cachoeira, espelhos e papéis podem lembrar os dramas vividos pelos rancorosos, incapazes de substituir as más sensações, causadas pelas experiências negativas.

 

                        Quase ninguém condena os que afirmam ser mortal o ódio da “bicha” frustrada.

 

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publicado às 12:17

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por Fernando Zocca, em 25.10.10

O líder comunitário e a rabiola presa

 

                              Quando um líder comunitário tem entre os seus credores um deputado federal, dificilmente poderá repercutir opinião diferente deste, mesmo que totalmente equivocada.

 

                Dentre as confusões que fazem sobre o que seja ou não roubo, esquecem-se de classificar os de maior ou menor potencialidade danosa ao bem comum.

 

                Apesar de o delito estar presente tanto no furto de um panetone, quanto num fardo de dinheiro público, este último produz muito mais malefícios do que o primeiro.

  

                  Quando falamos em panetones não podemos deixar de lembrar os roubos ocorridos no Distrito Federal, em que estiveram envolvidos, dentre outros, o ex-governador José Roberto Arruda, então filiado ao DEM.

 

                Para quem ainda não sabe, DEM é a sigla do partido dos democratas, aqui no Brasil, aliado ao PSDB que por meio de José Serra, disputa a presidência da república.

  

                O PSDB tem afinidades com o partido Republicano dos Estados Unidos e no tempo de FHC, Bill Clinton então presidente daquele país, comprometeu todo mundo a sua volta, quando veio a público o escândalo com a estagiária Mônica Lewinsky.

 

                Poderíamos dizer, sem medo de nos enganarmos, que não haveria crime sem lei anterior que o definisse?

 

               Então, como é que podem estes senhores, afirmar serem delitos, a publicação das fotos de um contador meliante, sua concubina bancária e filha desocupada, flagrados no exato momento em que agrediam, com socos e pontapés, a um pacato cidadão, no corredor de uma lan house?

 

                Como é que podem afirmar ser delito o uso de fotografias, vídeos e textos publicados na internet, se não existe lei anterior que defina tais atos como crime?

 

 

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publicado às 14:03

Minha amiga Marlene

por Fernando Zocca, em 01.10.10

 

 

                            Ontem assistindo ao último debate entre os candidatos à presidência da república, ocorrido na sede da Rede Globo do Rio de Janeiro, me dominava uma agonia terrível, especialmente quando José Serra e Marina Silva usavam a palavra.

 

                   Sabe aqueles momentos em que você fica sem respirar, por um ou dois minutos, quando está debaixo d´água ou quando seu quarto é invadido por fluídos tóxicos, vindos da funilaria do lado?

 

                   Não sei porque o candidato Serra estaria associado à essa espécie de agressão contra o meio ambiente. Talvez seja por tratar-se de integrante do PSDB, partido que deseja muito trazer uma fábrica de automóveis para Piracicaba.

 

                   Ai você já viu né? Automóvel tem a ver com pintura e pintura com os compressores; e compressores, com empesas descompromissadas com as regras municipais, reguladoras da matéria.

 

                    Compressor também tem a ver com a omissão das autoridades municipais que deixam de promover as fiscalizações necessárias.

 

                   Uma funilaria carece, para funcionar, do alvará municipal e, para recebê-lo, o tal empreendimento necessita adequar-se às regras de uso dos equipamentos.

 

                   O tal empreendimento, prestador de serviços, precisa também estar em dia com o pagamento das taxas de poder de polícia, das taxas de iluminação, e do Imposto Sobre os Serviços de Qualquer Natureza.

 

                   Em não ocorrendo isso, o tal “serviço” estaria a violentar as normas feitas para esse tipo de atividade.

 

                   E se não estiver, a tal prestadora de serviços, em dia com as obrigações fiscais, trabalhistas e demais encargos, ficaria sujeita às penas da lei.

 

                   Entretanto se o município não coloca os departamentos criados para fiscalizar o cumprimento das leis, incorre em crime de responsabilidade.

 

                   Mas é aí? Quem é que se habilita a exigir da prefeitura o cumprimento das leis?

 

                   Minha amiga Marlene, grande funcionária pública, me disse certa ocasião:

 

                   - Deixa pra lá esses assuntos. Aqui todo mundo se conhece. Nem ligue. Respirar tinta de automóvel não faz mal nenhum. Hoje em dia até câncer de pulmão estão curando.

 

                   Isso até pode ser verdade, minha querida Marlene. Mesmo assim a agonia e o terror que as imagens de José Serra do PSDB e Marina Silva do tal PV despertam em mim, quando aparecem na TV, não deixam de ser uma constatação legítima.

                  

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publicado às 16:51

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por Fernando Zocca, em 24.08.10

          Você já participou daquelas reuniões que mais parecem torneios de canto de canários? Sabe aquelas disputas entre pássaros, promovidas por passarinheiros, nas quais vencem os piu-pius que calam a todos os demais, com os seus gorjeios?

 

            Por incrível que pareça isso existe e não está longe de nós. Na verdade não interessa muito o conteúdo do “canto” do tal plumoso. Ele deseja provar a si mesmo, e aos outros ouvintes, que é o mandão naquela “gaiola”.

 

            Os garganteios são vazios de razão, e o calar do oponente, significa a ascendência da sua vontade, das suas orientações. Essa transferência do comportamento dos pássaros, para as relações humanas, tem como motor o predomínio politico.

 

            Se há alguns anos passados, calava-se a oposição com a violência física, hoje se observa a aplicação dessa técnica, inspirada nos torneios de passarinhos, para a conquista daquela sensação de superioridade. Pode-se afirmar ainda, ser esse procedimento arraigado, em alguns grupos, os resquícios do autoritarismo, daqueles famosos e antiguíssimos coronéis de antanho.

 

            Quando o tal bípede inicia o seu pipilar, procura impedir qualquer manifestação semelhante, que possa vir de outros bicos. Na verdade o plumoso, chatíssimo por sinal, teria sérias dificuldades em ouvir os semelhantes.

 

            A intensidade, a frequência e a constância dos cocoricós, nas reuniões, indicariam a tentativa de negar a existência de outros prováveis cantos diversos, compostos por conteúdos mais palpáveis.

 

            Não existiria a mecânica do ping-pong. Sabe aquele jogo em que a bola é lançada de um jogador ao outro? No manejo desse bípede enrustido, só ele lança as bolas. Ninguém mais pode fazê-lo.

 

            Podemos também comparar esse comportamento, obsoleto e deficiente, com as cascatas. O jorro vem só de um lugar. Isso, meu amigo, é coisa de gente descompensada, prepotente, orgulhosa, que precisa rever, com urgência urgentíssima, suas posturas desatualizadas, ou procurar a ajuda de especialista.

 

 

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publicado às 14:32

Educação e saúde

por Fernando Zocca, em 23.08.10

                     É meu amigo, a vida tem dessas coisas.  Você passa quatro, oito anos, pedindo às autoridades do município, que fiscalizem as atividades incivilizadas, hostis, violentas, que tornam a vida na comunidade, bastante desconfortável, e nunca é atendido.

 

                Em resposta eles – os eleitos - minimizam o problema, desmerecem a sua pessoa e o convidam, com muita sutileza, a mudar-se de cidade. O lema que os embasa é: “Os incomodados que se retirem”.

 

                Esses senhores, que hoje ocupam os cargos públicos eletivos, agora batem às portas do eleitor, solicitando mais tempo de permanência, junto aos gordos vencimentos, que lhes garantem a paz, a saúde, o bem estar e – é claro - o distanciamento dos assuntos da periferia.

 

                A incapacidade para resolver os problemas relacionados à saúde, em determinadas áreas da orla, é justificada com a desculpa de que não seriam questões de competência do poder público, e nem sequer dos chamados centros religiosos.

 

                Acontece que toda a população da cidade está atenta às ocorrências. Graças a Deus. E a omissão dessas chamadas autoridades responsáveis, patenteia o descaso, o desprezo aos envolvidos. A função do governante não seria a de “botar mais lenha na fogueira”, ao contrário: governante bom é aquele que procura apaziguar os ânimos, promover a reaproximação entre as partes rixosas.

 

                O progresso de uma região não acontece quando os eleitos priorizam somente o desenvolvimento material das urbes. Há de se atentar para os problemas sociais, geralmente produtos da educação ineficiente, e sem dúvida nenhuma, também da saúde pública, hoje completamente lesada.

 

                A má educação, o grau elevado de incivilidade, a grosseria e a estupidez das pessoas, destacam muito mais intensamente uma região do que algumas pontes e asfalto desnecessário nas ruas.

 

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publicado às 18:54

Analfabetos e bêbados

por Fernando Zocca, em 27.07.10

                                         Um dos significados da palavra louco é extravagante, que está fora do contexto em que vive. Nesse sentido Jesus Cristo seria um deles.

 

                    Não é preciso explicar que Jesus era Judeu, e que o judaísmo, daquele tempo, além de remir os pecados dos seus adeptos, com o sacrifício de quem não tinha nada a ver com os nós, favorecia a política dos dominadores vindos de fora.

 

                    Jesus, seguindo os preceitos há muito tempo escritos, nos livros do velho testamento, mudou tudo isso, mostrando que seria ele quem carregaria todos os pecados do mundo, sendo dessa forma ressuscitado por Deus.

 

                    Num bairro onde há o predomínio de bêbados e analfabetos, o sujeito que tem um pouco de leitura seria o extravagante; o que destoa.

 

                    Então da mesma forma, esse pobre leitor de jornais pode ser perseguido, difamado, ter a água do seu reservatório envenenada e seu carro sofrer sabotagens que o levariam à ruína.

 

                    Tudo se complicaria para o extravagante se as “autoridades religiosas” que dariam suporte ao poder político na cidade, dirigissem o seu apoio, não ao perseguido, mas aos perseguidores.

 

                    E perceba que isso não é raro. Aliás, é mais comum do que pode imaginar a nossa mísera filosofia provinciana.

 

                    Uma das formas de realçar o tal poder político usuário da força, dominador, perseguidor e crucificador, seria impedir a exposição, nos prédios públicos da cidade, do símbolo evocador do amor demonstrado por Jesus Cristo.

 

                    Outra artimanha muito comum, nesse grande prêmio da vida, é tentar usar os ensinamentos de Jesus – os sentimentos cristãos – como inspiradores dos comportamentos conducentes às derrotas.

 

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publicado às 15:07

Direto, na lata!

por Fernando Zocca, em 22.07.10

 

                                      Alguém já parou para tentar explicar porque ocorrem antipatias e violências assim, gratuitas, entre as pessoas?

 

                    É claro que os livros de psiquiatria, psicologia e psicanálise estão cheios de explicação; destacamos a que atribui ao analfabetismo uma importante causa das desavenças.

 

                    Segundo alguns teóricos, o analfabeto por ter o vocabulário limitado, desenvolve síndromes paranóicas.

 

                    A compreensão do iletrado não ocorre da mesma forma que a do alfabetizado. O primitivo pensa com símbolos, imagens e cores. Não há a lógica, prevalece a intuição, a emotividade. Daí podem surgir a antipatia e a violência.

 

                    Dessa forma se numa casa, por um motivo ou outro, há a ausência da pia do banheiro, pode esse fato significar, para o rixoso iletrado, que seu proprietário precisa de terapia.

 

                    É sério!

 

                    Com as afecções mentais gravíssimas surgem a perseveração, as estereotipias e a agitação psicomotora, que promovem o consequente desassossego da família, dos amigos e dos vizinhos.

 

                    Esse tipo de doente mental pode se utilizar de várias formas para desestabilizar a vida alheia, como o incessante latir dos cães, provocar fumaça nos horários das refeições, ou mesmo encher a casa contígua, diuturnamente, com a tinta spray, daquelas que se usam pra pintar automóveis.

 

                    Respondendo ao velho preceito “os incomodados que se retirem” dizemos que o analfabetismo ou a miséria, não eximem ninguém de seguir as normas.

 

                    Ou seja: não é porque o cara é analfabeto, pobre ou louco, que ele não deva usar os equipamentos necessários na sua funilaria.

 

                    Cadê os fiscais e a vigilância sanitária? São nessas horas que você conhece a eficiência duma administração municipal.

                      

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publicado às 18:51

Os loucos do quarteirão

por Fernando Zocca, em 13.07.10

                            Num quarteirão existem os mais loucos e esses tipos podem apresentar sinais que os distinguem. A agitação é uma das características perceptíveis.

 

                            Os sintomas da agitação psicomotora são os seguintes: 1) – Insônia de vários dias, perda da capacidade de dormir. 2) – Humor irritável com exagero  das manifestações agressivas a estímulos inofensivos. 3) – Angústia, “medo”, pavor e pânico. 4) - Regressão à etapas primitivas da organização psíquica, irracionalidade das atitudes. 5) - Conduta hiperativa, desorientada desmesurada, multiforme; falta de sentimento de cansaço e esforço; movimentação constante, como o de uma pessoa impaciente, que está num certo lugar à espera de algo e que ao mesmo tempo quer sair para fora. 6) – O enfermo experimenta uma imperiosa necessidade de movimentar-se; anda sem parar de um lado para outro apressado, irritado, aborrecido, como se tivesse preso num determinado limite e a procura de saída. 7) – Dificuldade de manter diálogo com predominância de monólogos incompreensíveis.  8) – Agressividade sujeita a impulsividade. 9) – Transtorno de consciência, com flutuação do nível da consciência, desorientação e em certos casos, estado confusional.

 

                   As pessoas dotadas de maior acuidade ou senso de observação podem notar que, em determinado doente mental do quarteirão, destacam-se alguns sintomas. Dentre eles a insônia de vários dias, perda da capacidade de dormir; o medo; a predominância de monólogos incompreensíveis e agressividade sujeita a impulsividade.

 

                   O delírio persecutório, de interpretação, e as confabulações são também facetas observáveis com facilidade nessa personalidade insana, acometida pela agitação psicomotora.

 

                   Sob surto os loucos do quarteirão desassossegam os vizinhos usando muito ruído, vibrações, fumaça e tinta automotiva. Além dos motins de rua, arruaças, podem  atacar com paus, tijolos ou agredirem moralmente.

 

 

Obra consultada: Semiologia psiquiátrica.

Dra. Maria Levy.

 

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publicado às 13:46

Os xerifes do quarteirão

por Fernando Zocca, em 30.06.10

                Quando um quarteirão está sob as influências malignas daquelas pessoas que se sentem os xerifes do lugar, podemos presenciar alguns frutos das suas ações: calçadas sujas, árvores podadas ou mortas, muros queimados, pixados e provocações inúmeras.

 

            Percebe-se também, nos vizinhos de boa índole, a incidência de doenças tais como a depressão, o câncer e as cardíacas.

 

            Os chamados xerifes do quarteirão, não chegam a distinguir os comportamentos dos seus contíguos. Ou seja, a implicância com alguém ocorre não por ser ele (esse alguém) muito mau ou prejudicial à coletividade.

 

             A implicância  nasce por diferenças de costumes. Por exemplo: se os xerifes do lugar que têm o hábito de beber, fumar e consumir drogas reunidos defronte suas casas, não forem imitados por algum desavisado que chegou ao trecho, instala-se contra ele uma verdadeira campanha expurgatória.

 

            Os xerifes podem até ter parentes frequentadores das igrejas e por isso mesmo, se não houver atenção, a boataria defenestrante pode recrudescer. Geralmente os xerifes cruéis de um lugar não crêem em Deus.

 

            Os malignos podem até freqüentar os cultos e celebrações, mas nota-se que logo reiniciam suas arengas hostis contra quem não conseguem nutrir simpatia. É uma questão de química. Os semelhantes se atraem. Ou melhor: os pássaros de penas iguais andam juntos.

 

            Portanto para que não haja tanta discórdia você deveria participar das rodas de bebedores, fumar sua maconhazinha de vez em quando e, tragar mostrando satisfação no seu rosto, a fumaça cinza daquele cigarro paraguaio que podem lhe oferecer.

 

            Então só assim, digamos “vibrando na mesma freqüência” haveria mais aceitação e menos embates entre as preferências.

 

            É conhecidíssima a noção de que “pau que nasce torto, morre torto”, ou em outros termos, que os maldosos seguem com suas maldades até o final. De que adianta você banhar o porco, preocupando-se com a sua higiene? Ele não retornaria logo para a lama?

 

            Quem poderia impedir os cães de voltarem para os seus próprios vômitos? É assim com o bêbado, com o usuário de drogas.

 

            Você pode não se preocupar em tirá-lo da imundície na qual se encontra. Mas com muita certeza, ele se preocupará em trazer você para o lado promíscuo em que se acha.

 

            Para você entender alguém, saber realmente quem ele é basta ver o que ele faz ou diz. Pode uma árvore ruim dar bons frutos? Se o quarteirão vive sujo, as pessoas ao redor estão doentes, a conclusão sobre as influências dos xerifes no trecho podem não ser das melhores.

 

            Em alguns quarteirões a maioria da violência que se pratica é a verbal. São raras as hostilizações físicas tais como espancamentos cometidos por famílias inteiras e até apedrejamento. Quando isso ocorre você pode concluir que os agressores agem assim por não dispor de qualquer outro argumento que possa defender as posições condenáveis.

 

            Uma cidade só será próspera e feliz quando os xerifes cruéis dos quarteirões tiverem suas ações malignas, praticadas nas trevas, conhecidas pela sociedade toda. É bom relembrar que os políticos insensatos que protegem os agressores morais terão a mesma sorte que eles.

 

            Se Deus é amor, podemos concluir que os xerifes prezadores do assédio moral não conseguiram ainda chegar até Ele e, que as influências no quarteirão são mesmo feitas pelos tais adoradores das trevas.

 

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publicado às 16:50