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Crueldade: doença ou falta de educação?

por Fernando Zocca, em 03.11.14

 

 

Não é raro você encontrar pessoas que possuem receios fortíssimos de dirigir a palavra a certos sujeitos.

É que muita gente responde com agressividade, superior à necessária para a manutenção de um diálogo saudável, amistoso. 

Ao argumento de que o ríspido, quando responde com grosseria pode estar expressando a vivência dos momentos de tensão, há de se considerar se esse fator seja frequente, praticamente imutável.

Assim, ao doente distímico, basta ouvir uma ou duas palavras de quem o aborda, para em tom enfezado, dizer o que pensa. 

Os que assim agem podem sentir a segurança de uma "autoridade municipal", ou supor ter ascendência sobre aqueles a quem respondem com grosseria.

Agrega-se a essa provável noção antissocial (talvez até um exagero na autoestima), o desconhecimento dos bons modos, e até nos equívocos alimentares. 

A grosseria no jeito de agir está ligada ao ventre expandido, à raridade das evacuações, e no desequilíbrio metabólico também causado pela ingestão do tabaco e álcool. 

É claro que você não pode esperar a delicadeza num cortador de cana, num pedreiro, da mesma forma que é bem esquisita a grosseria num professor, padre ou cientista.

Não há de se queixar de quem o rotula de "doce", aquele que reclama da aspereza das pessoas. 

A rudeza é bem própria de quem está afeto às atividades menos intelectualizadas, mas pode ser também a manifestação do menosprezo ao outro. 

Quando essa falta de educação invade os limites da lei penal como o crime de ameaça, por exemplo, o correto é comunicar o fato às autoridades.

Equivoca-se redondamente o juiz que absolve esse tipo de criminoso, sob a suspeita de que a culpa da violação da lei (cometimento do crime de ameaça), cabe à vitima.

A disposição criminosa do indivíduo é percebida pelo comportamento que ele tem. Ele pode comprar, alugar imóveis, carros e meter-se em negócios variados objetivando a manutenção das posturas erráticas.

A degeneração do poder judiciário será obstada e a confiança nas suas funções restaurada quando os crimes, a ele submetidos, forem julgados independentemente dos odores do tráfico de influência.

 

 

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publicado às 17:42