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Má-Fé

por Fernando Zocca, em 26.02.15

 

 

 

 

Tem governo que não é o Estado Islâmico, mas age como se fosse.
Não é difícil de acreditar na existência de alguns detentores do poder de plantão que, em se vendo contrariadíssimos com as opiniões expressas na mídia, resolvessem punir alguns responsáveis, a título de exemplo.
Então você veria situações como aquela em que o chefe do executivo municipal mandou cegar um jornalista, desafiando-o depois a continuar escrevendo.
Ou aquela em que além de cegar outro discordante, dos métodos burocráticos obsoletos, ordenou que lhe arrancassem também os dentes, apostando depois, com os parceiros do partido, que o tal, ainda assim, comeria algumas goiabas.
A miséria, a pobreza, faz do miserável, do pobre, o refém ideal dos audazes.
E não é novidade nenhuma dizer que em algumas localidades o comando político esteja intimamente relacionado com o empobrecimento, ou a manutenção da população na pobreza, a fim de eternizar a hegemonia política.
Quanto tempo pode uma administração municipal conservar sob seu jugo, usando a perfídia, todos os dependentes dos serviços que presta, na área da saúde?
A resposta é: o tempo que ela quiser, e que for necessário, para obter respostas positivas nas negociatas ou nos seus pleitos, mesmo que injustos.
Então quando você vê um governo federal agindo com a intenção de apoderar o pobre, erradicar a miséria, nota também ondas e ondas de indignação da elite arrepiadíssima com a audácia.
As reações observáveis vão além das de procura de pelo em ovo, ou de chifre na cabeça de cavalo.
Governo municipal bom, decente, digno, não precisa sujeitar dolosamente, com a má-fé costumeira, os dependente dos seus serviços de saúde.
Facilitar a apuração dos mal feitos, os julgamentos com o direito à ampla defesa, a condenação dos culpados e, finalmente, o cumprimento das penas é o caminho mais seguro para o governo popular e democrático chegar ao bom termo.

 

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publicado às 20:00


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