Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




O mecanismo de defesa

por Fernando Zocca, em 18.11.14

 

 

Sigmund Freud.jpg

 

A paixão da Érika, a que me refiro, não é o Robertão, como pode muito bem pensar o meu querido leitor.

Neste caso, a questão é: quem não desejaria ser a paixão da loiraça, ocupar o seu coração, receber o carinho, afeto e a dedicação daquele mulherão todo?

Sabe o amor que a mamãe dedica ao seu filhinho querido? Então... É por aí.

Mas aqui eu gostaria mesmo é de falar, hoje, sobre a projeção. Sabe aquele conceito – mecanismo de defesa - desenvolvido pelo médico psiquiatra austríaco Sigmund Freud (foto), sobre o que a gente acha que os outros são, pensam, sentem ou estão querendo?

Então. A gente sempre imagina - conclui - o que os outros são, pensam ou sentem, com base no que nós mesmos somos, pensamos ou sentimos.

Percebemos certos sinais semelhantes entre o observado e nós, presumindo então o que o cara é, ou pensa, daquela mesma forma que nós somos, pensamos ou sentimos.

E é aí que a coisa complica; nem sempre o que achamos que uma pessoa pensa ou sente é realmente a realidade experienciada por ela. Pode até ser que seja, mas não é sempre assim.

Na maior parte das observações você pode deparar-se com as conclusões equivocadas que certamente o levarão ao erro.

O pior acontece quando a família toda "embarca" nessa conclusão, partindo para a ação assim, na boa.

Deve-se agradecer a Deus por não ter aquela sede de vingança, a vontade de castigar, de exercer a arbitrariedade das próprias razões, levado aos danos físicos, materiais ou morais dos familiares queridos.

É claro que a disfunção do judiciário conclama o cidadão comum a substituí-lo, buscando outras formas pessoais de reparação.

Esse paralelismo não pode, nem deve prosperar. Por piores que sejam as ineficiências judiciais, elas sempre serão melhores do que a execução arbitrária das próprias razões. Compreende?

Se no curso de um processo legal pode haver a indução ao erro (com a consequente decisão equivocada) imagina o que não acontece com a turba que, estribada nas ilações, resolve linchar o suposto culpado.

O julgamento que fazemos dos outros, com base no que nós mesmos somos, pensamos ou sentimos é muito fraco, falho e inverídico.

Para julgar alguém, isto é, rotulá-lo, marcá-lo com um diagnóstico, é preciso usar as técnicas psicológicas e psiquiátricas, existentes para isso.

Compreende, querido?

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:14