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No Lugar da Caveira

por Fernando Zocca, em 16.02.12


 

                   Você já imaginou que, com esse calor, há momentos em que nada mais causaria tanto prazer, do que o de beber aquela água de coco, numa praia bela?

       A gente sabe que pra frequentar praias, entrar no mar e ver-se com as ondas, para quem não está acostumado, pode ser muito, mas muito perigoso mesmo.

       Quantas pessoas, bastante jovens ainda, não tiveram a boa sorte ao tentar enfrentar o desconhecido, a força das águas, e sucumbiram num fim trágico?

       Pois todo cuidado é pouco. A gente sai alegre, por exemplo, numa excursão, viaja tranquilo, na esperança de se divertir e depois, voltar revigorado, mas o imprevisto pode acontecer.

       E não adianta tentar culpar esse ou aquele. Que tristeza maior ferroaria tanto o coração materno, do que a de saber que seu filho querido, não sobreviveu à força de uma corrente marítima?

       Mas, apesar de toda a angústia, de toda aflição e melancolia, a vida segue dando a certeza da imortalidade do espírito, da alma.

       A dor da mãe que perde um filho querido pode ser comparada à de Maria, ao ver seu filho crucificado no lugar da caveira.


 16/02/12

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publicado às 18:33



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