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Inexatos

por Fernando Zocca, em 23.03.15

 

 

 

 

Parece que, com as investigações, processos, condenações e execuções das penas, dos crimes cometidos contra a "rés" pública, ressurge a esperança de tempos melhores para o Brasil.
Os entendidos dizem que a corrupção sempre existiu em qualquer atividade humana. Entretanto, nunca antes foi tão prazeroso descobrir, expor, ver as consequências dos malfeitos, e do fim que levaram os malfeitores.
O pessoal mais antigo, daquele tempo em que o cinema tinha mais destaque do que a TV, isto é, era mais fácil ir ao cine do que ver programas exibidos pelas TVs, se lembra dos filmes de faroeste.
Sempre tinha o bandido que roubava bancos, assaltava fazendas, roubava o gado, mudava as cercas das propriedades, elaborava falcatruas mil e, no final, era pego pelo mocinho que, depois de esculhambá-lo na rua principal da cidade, dando-lhe um tiro, naquele duelo em que sacava mais rápido, assoprava o cano fumegante do revólver.
Até há pouco tempo, os crimes cometidos pelo chamado pessoal do "colarinho branco" não eram flagrados ou descobertos por causa das características insidiosas dos delitos.
Entretanto com o advento dessa tecnologia das câmeras filmadoras e gravadores, não há mais acontecimento secreto que não possa ser revelado.
Então, meu amigo, as chances do surgimentos dos novos mocinhos, dignos merecedores do reconhecimento popular, do amor da mocinha, são proponderantes.
Perceba que a diferença entre os mocinhos dos filmes de faroeste e dos justiceiros de hoje está no equipamento usado. O homem da lei, hoje, usa câmeras, a imprensa e a opinião pública, ao contrário do vaqueiro daquele tempo que contava com o revólver e, no máximo da sofisticação, com balas de prata.
O que importa mesmo é a garantia de que as condições favoráveis ao pleno desenvolvimento da vida prevaleçam sobre as diruptivas.
E para que isso ocorra, tanto os delitos praticados por meliantes arruaceiros do quarteirão, quanto os daqueles administradores públicos, devem ser exemplarmente castigados.
Eu gostaria de dizer, especialmente aos "defensores espirituais" dos maus-caracteres que Jesus tinha preferência pelos pobres, doentes, oprimidos, cobradores de impostos, meliantes, desgarrados, porque via neles a oportunidade para o propiciamento de uma vida nova, da verdadeira conversão salvadora.
Reitero que sem a evangelização eficaz é mais provável que o educador assuma o modus vivendi dos inexatos, do que estes dele.

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publicado às 12:51

Jacobice

por Fernando Zocca, em 15.03.15

 

 

 

 

Você percebe a incoerência no comportamento de alguém ao presenciar atitudes opostas, contraditórias.
Essa discrepância nas atitudes fica mais grave e danosa quando estão envolvidas muitas pessoas, crenças e coisas.
Só para exemplificar, digamos que o professor distribua entre os seus alunos um comunicado sobre as matérias que ministrará durante o semestre.
Depois de todos estarem bem cientes de quais serão os procedimentos, durante aquele período, o mestre, assim, sem mais nem menos, muda a ordem das coisas, causando muita surpresa.
E é claro que a situação torna-se mais confusa ainda se o tal responsável, ao tentar explicar as mudanças feitas na última hora, não consegue convencer a todos os envolvidos.
A motivação oculta faz pensar em hipocrisia, falsidade ou má intenção, com alguém ou o grupo todo.
A mecânica da ação assemelha-se ao do legislador que nega a palavra a alguém, durante uma sessão camarária, mesmo estando a manifestação garantida anteriormente por dispositivo legal.
Este projetar algo e mudar o curso da ação durante a execução é própria também daquele que idealiza uma viagem, por determinado caminho, mas durante o trajeto, resolve alterar a rota ou o meio de transporte.
Quando as mudanças repentinas, imprevistas, não causam danos a ninguém, não há do que reclamar. Entretanto, quando as pessoas esperam algo e ela não acontece, ocorrendo constrangimento ou até danos, sem dúvida nenhuma, adentra-se na área da reparação.
O contrário também ocorre. Se por exemplo, o traçado de uma ação, depois de consolidado demonstrar, com o passar do tempo, que ele seria menos prejudicial se fosse modificado, e em assim o sendo, comprovar os benefícios, com certeza evidencia muito mais méritos.
Na relação doador/donatário, o combinado, quando não cumprido, isto é, quando não executado, pode produzir manifestação de estranheza e até desistência da efetivação das doações futuras.
Olha, há quem creia que essa contestação entre o dizer e o fazer seja caso de atenção psicológica.
A noção da necessidade do auxílio especializado se reforça com a exacerbação do uso do álcool e o isolar-se frequentemente dos familiares - por exemplo - nos ranchos de pescaria para a prática do onanismo.

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publicado às 21:31

Necessidades dentárias

por Fernando Zocca, em 28.02.15

 

 

 

 

 

O tempo que a população humilde perde nas salas de espera dos serviços públicos odontológicos de Piracicaba é irrecuperável.
Não é porque o pobre não tenha outra escolha que o atendimento não deva ser melhorado.
Quando o cidadão chega ao balcão de atendimento do CRAB do Piracicamirim, na Rua Gonçalves Dias, não sabe se deve retirar uma das várias senhas ali expostas ou perguntar, a qualquer das atendentes, o que deve fazer.
Geralmente, após esperar numa pequena fila, e ser informado qual tipo de senha ele deve ter em mãos, o eleitor precisa aguardar até que seu número seja chamado.
Se ele já é cadastrado no sistema do SUS - depois de obter aquele cartãozinho azul, no Poupa Tempo Municipal, situado na Avenida Armando de Salles Oliveira - terá seu cadastro acessado facilmente pela funcionária que o atenderá.
Então mesmo após a espera, por duas ou três horas, sentadinho, comportadinho, humildemente ciente de que o pagamento das suas obrigações tributárias foram suficientes somente para a conquista daquela situação toda, o eleitor poderá ser agraciado com a designação de uma outra data qualquer, em outro local bem distante.
Mas se depois da espera de horas, seu número foi chamado num volume de voz inaudível, até mesmo por quem estava pertinho da atendente, e você, descobrindo que foi preterido, poderá, humildemente se aproximar da ilustre senhora, dizendo-lhe das suas necessidades dentárias especiais.
E se por um acaso, descuido do destino, você eleitor, pagador de impostos, disser que esqueceu o bendito cartãozinho azul e apresentar o seu RG, poderá ter a má surpresa de ouvir que o seu cadastro não pode ser acessado com o tal documento federal.
Mas se você tem a consciência de que os cadastros podem sim ser acessados com o RG, recebendo as anotações, não evitará a conclusão de que houve e há, muita má-fé nos atendimentos.
Tenho dito, e desde há muito, que a hegemonia politica do PSDB em Piracicaba, - depois de tanto tempo no poder - não resultou em quase nada mais do que na criação de situações desrespeitosíssimas para com o seu público.
Será que pedir atendimentos mais humanizados é exagero?

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publicado às 11:07

Má-Fé

por Fernando Zocca, em 26.02.15

 

 

 

 

Tem governo que não é o Estado Islâmico, mas age como se fosse.
Não é difícil de acreditar na existência de alguns detentores do poder de plantão que, em se vendo contrariadíssimos com as opiniões expressas na mídia, resolvessem punir alguns responsáveis, a título de exemplo.
Então você veria situações como aquela em que o chefe do executivo municipal mandou cegar um jornalista, desafiando-o depois a continuar escrevendo.
Ou aquela em que além de cegar outro discordante, dos métodos burocráticos obsoletos, ordenou que lhe arrancassem também os dentes, apostando depois, com os parceiros do partido, que o tal, ainda assim, comeria algumas goiabas.
A miséria, a pobreza, faz do miserável, do pobre, o refém ideal dos audazes.
E não é novidade nenhuma dizer que em algumas localidades o comando político esteja intimamente relacionado com o empobrecimento, ou a manutenção da população na pobreza, a fim de eternizar a hegemonia política.
Quanto tempo pode uma administração municipal conservar sob seu jugo, usando a perfídia, todos os dependentes dos serviços que presta, na área da saúde?
A resposta é: o tempo que ela quiser, e que for necessário, para obter respostas positivas nas negociatas ou nos seus pleitos, mesmo que injustos.
Então quando você vê um governo federal agindo com a intenção de apoderar o pobre, erradicar a miséria, nota também ondas e ondas de indignação da elite arrepiadíssima com a audácia.
As reações observáveis vão além das de procura de pelo em ovo, ou de chifre na cabeça de cavalo.
Governo municipal bom, decente, digno, não precisa sujeitar dolosamente, com a má-fé costumeira, os dependente dos seus serviços de saúde.
Facilitar a apuração dos mal feitos, os julgamentos com o direito à ampla defesa, a condenação dos culpados e, finalmente, o cumprimento das penas é o caminho mais seguro para o governo popular e democrático chegar ao bom termo.

 

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publicado às 20:00

Estradas

por Fernando Zocca, em 24.02.15

 

 

 

Não considero boa resolução o distanciar-se da família por causa das dificuldades no local de origem.
Mas para os que não pensam assim, as viagens de longa distância não deixam de ser parte das honrosas tentativas da solução dos problemas.
E se o viajante puder tirar dos seus deslocamentos o sustento das próprias despesas e os da família, por que não concordar com essa forma de proceder?
É claro que a chegada a esse tipo de resposta, para as questões vitais, depende da formação também da personalidade da pessoa.
A criança com muitos irmãos, habituada ao convívio de muita gente ao redor, não sente dificuldades para, ainda muito jovem, relacionar-se com outros, nos locais de trabalho, mesmo daqueles que oferecem ocupações bem simples.
Acontece que nem sempre o menor, com a personalidade ainda em formação, consegue livrar-se dos conselhos ou orientações que levam às condutas desrespeitadoras das leis ou dos bons costumes.
Então não é muito raro ver adolescentes infringindo normas legais simplesmente por "cair na conversa" do parceiro mal intencionado, ou também desconhecedor das consequências dos atos infracionais.
O pequeno ser, agora rotulado, marcadíssimo, entra num grupo condenável, fazendo a alegria dos seus perseguidores ou dos odientos, rancorosos inimigos dos seus pais.
Desse momento, para os subsequentes, como os da escolha da namorada, do cônjuge, haveria uma passagem com aquelas cargas bem desvantajosas.
Então os dramas vividos por pessoas próximas dos seus irmãos podem repetir-se trazendo muita satisfação àqueles que se julgaram prejudicados por atitudes parentais passadas.
Decisões tomadas no calor dos acontecimentos não seriam as melhores. O estresse, a má alimentação, a insônia e a necessidade premente de ganhar o sustento, não raramente conduzem a pessoa a situações bastante prejudiciais.
Então, o descumprimento dos contratos ou acordos, infração às leis do trânsito, descuido na manutenção dos pertences, e até mesmo tentativa de suicídio comporiam o agir do desgarrado.
A pertinácia e as maldades dos que se sentem justa ou injustamente prejudicados poderiam ser arrefecidas com a louvação do sagrado.

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publicado às 10:12

Canções de Amor

por Fernando Zocca, em 20.02.15

 

 

Ela queria um namorado só pra chamar de corno. Na verdade e no fundo, bem no fundo, ela repetia a história da própria mãe que, por apanhar quase todos os dias do marido bêbado, vingava-se dele enfeitando-lhe a cabeça com enormes chifres vistosos.
Ele, por sua vez, depois de anos de casado, não via mais na mulher, os atrativos iniciadores da saciação daquela torturante paixão carnal.
Eles passaram a se encontrar às escondidas; o assunto ficou tão sério que tempos depois resolveram alugar uma casa só deles, longe e protegida dos mexericos da vizinhança enxerida.
Todos os dias ele saia bem cedo dizendo que ia trabalhar, mas antes de chegar à loja, onde vendia peças para motores de automóvel, passava na casa da musa satisfatória dos tais clamores libidinais.
O camarada tinha de se desdobrar, ganhar dinheiro como nunca fizera antes, pra pagar as prestações do magazine onde comprara TV, geladeira, móveis de quarto, de cozinha e uma infinidade de pequenos bens componentes do seu antro de amor.
A matriz, esposa primeira e original, coitada, nem desconfiava que seu velhote se pirulitava saltitante, todas as manhãs para o lar da paixão, antes de pegar pesado no batente diário.
O vigor físico dava ao amante o destaque buscado pela mulher jovem que, esperando-o sempre, obtinha nos momentos do amor, a saciação daquela luxúria incontida.
Mas você sabe que a vida a dois não é feita só de flores e perfumes. Os momentos de tensão, tristeza, também fazem parte.
E foi num período desses, de rusgas, ressentimentos, que ela, a que maltratava, a princípio, só mentalmente aquela sua fonte primeira de satisfação, passou a diluir suas frustrações nos aconchegos com o síndico do prédio vizinho.
Você sabe também que quando isso acontece, pode-se ouvir o burburinho incessante da torcida fofoqueira ligada nos fatos.
O nosso velhote pampeiro, ficou muito bravo. Afinal, onde já se viu alguém fazer desfeitas tão grandes, depois de obter carinhos e uma casa toda mobiliada com objetos ainda nem pagos totalmente?
É claro que a esposa verdadeira desconfiava, há muito do marido, cujo comportamento estranho, só podia indicar mal feitos amorosos ocultos.
Um dia, depois de sair da loja onde não vendera quase nada, o amante traído, tendo comprado antes uma faca enorme, usada em churrascos, foi à casa que ele considerava mais sua do que de qualquer outra pessoa.
Mal recebido pela amante que nem lhe abriu totalmente a porta da rua, ele com um chute forte entrou e, sem dizer qualquer palavra desferiu um golpe violento atingindo-a na virilha.
Preso, julgado, condenado por homicídio e ainda cumprindo pena no presídio recém-inaugurado na cidade, ele soube que a mulher primeira, esposa original, verdadeira, solicitou o divórcio.
Depois de cumprida parte da pena o amante, já desfigurado pelo sofrimento e a velhice, não tinha outro lugar para morar que não fosse a rua.
Então quem passasse pela região central da cidade, perto da Igreja matriz, da livraria famosa, podia ver, numa espécie de cabana de papelão, o indigente que, ao puxar sua carroça de lixo reciclável, fazia os circundantes ouvirem, do rádio que trazia, as chorosas canções de amor.

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publicado às 15:18

Governos Autoritários

por Fernando Zocca, em 27.01.15

 

 

 

 

 

Teriam razão aquelas pessoas que garantem ser a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, simpatizante do Nacional-Socialismo?
Dois fatos de suma importância, ocorridos recentemente, na história da nação vizinha, dão a ideia de que a mandatária teria tendências ditatoriais.
O primeiro deles foi o conjunto de ações com as quais tentava abafar as investigações do ato terrorista, ocorrido em 1994, que destruiu, com a explosãio de um carro bomba, no dia 18 de julho, um prédio da AMIA (Asociación Mutual Israelita Argentina), na capital portenha, vitimando 85 judeus.
O final deste capítulo foi alinhavado ocm a morte do promotor federal Alberto Nisman. A cena do crime tentava passar a noção de suicídio; entretanto as investigações posteriores descartaram esta hipótese, prevalecendo a tese do assassinato.
Cristina disse recentemente que o promotor foi vítima de homicídio e associou a arma do crime aos seus adversários políticos.
O segundo conjunto de atos governamentais, indicativos do autoritarismo da presidenta, é composto por ações objetivando limitar a ação da imprensa, especialmente do grupo Clarin.
Perceba que em ambas as ações governamentais há a intenção de impedir a divulgação (considerada perturbadora para o governo), das atitudes administrativas, à sociedade.
Ora, quem evita a publicidade tem motivos para o anonimato e este, certamente, estaria relacionado com atos escusos praticados durante a gestão no executivo. Quem não tem o que esconder, não teme a transparência.
A priori, essa forma de agir é bem própria dos governos autoritários, indispostos a conversação, machistas, aos quais favorecem o sigilo, o anonimato.
A verdade sempre aparece e a justiça, meu amigo, tarda mas não falha.

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publicado às 23:09

Dentes na boca de pobre

por Fernando Zocca, em 23.01.15

 

 

 

 

 

O povo desdentado de Piracicaba agradeceria muitíssimo se o atendimento odontológico municipal (CRAB), situado na Rua Gonçalves Dias, nº 70, funcionasse corretamente.
Os certificadores de que tudo vai bem, não podem, entretanto, negar que a demanda seja bem superior que a capacidade do atendimento.
Aliás a deficiência pública, nesta área da saúde, reflete o amadorismo político, atualmente vigente em Piracicaba, desde há muitos e muitos anos.
O cidadão sem dentes, que se candidata à uma dentadura municipal, precisa seguir certos trâmites burocráticos, eficientíssimos na desesperança que provocam.
A ausência da capacitação, nesta área odontológica da cidade, talvez precise de tantas idas e vindas dos candidatos, como forma de barreira de contenção, das verdadeiras procissões sucessivas dos carentes.
A dinâmica que o eleitor sem dentes de Piracicaba deve seguir é essa: 1. Precisa ir ao posto de saúde municipal do seu bairro; 2. Lá o funcionário o encaminhará ao CRAB do Piracicamirim; 3. No CRAB o pobre desdentado piracicabano pode ser informado que deve voltar ao posto do seu bairro, onde lhe informarão quem é o dentista - se está de férias ou não - que pode atendê-lo.
Percebe-se que os casos em andamento obtêm, depois da espera demorada, a atenção dos encarregados.
Entretanto novos candidatos, a essa dádiva miraculosa municipal, só poderão ser aceitos quando dentistas responsáveis voltarem das férias, ou quando houver, depois de mêses e mêses de mastigação ineficiente, o prêmio duma vaga nova, ofertado pela abertura dessa espécie de vestibular, onde só passa quem está bem trumbicado.
Não dá pra deixar de concluir que há muita gente precisando de tratamento dentário e pouca em condições de oferecê-lo.
Então meu astuto e inteligente leitor perguntaria: "Mas por quê não contratam mais dentistas, instalam outros consultórios?" Ora, porque teoricamente, a administração municipal teria de aportar mais verbas neste setor. Além disso a prefeitura deveria criar mais cargos e isso, depende da Câmara Municipal.
É como despir um santo pra vestir outro. E as pontes, o asfalto, o luxo dos prédios públicos que todo mundo vê? Como ficaria a imagem da administração se essas coisas, visíveis ao eleitor, tivessem sua seiva minguada em benefício das dentaduras ocultas?
É claro que mais vale, aos políticos profissionais, os salários e seus acessórios, garantidos pela satisfação popular, nascida nas visões do asfalto recapeado, do que nos sorrisos proprocinados pelas dentaduras municipais.
Ou seja: asfaltar ruas provoca mais ideia de competência do que botar dente na boca de pobre.
É urgente a instalação de novos gabinetes dentários e a contratação de mais dentistas compromissados com o atendimento eficiente da população carente desta cidade.

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publicado às 15:01

Apontando o dedo

por Fernando Zocca, em 23.12.14

 

É feio, muito feio, pra não dizer completa falta de educação, ao falar nas reuniões, apontar o dedo para os que dela participam.
A função do professor, do padre, do pastor é a de educar. Educar é transformar atitudes antissociais em comportamentos possibilitadores da boa convivência no bairro.
Para educar bem, evangelizar bem, é preciso ter conhecimento. O evangelizador teria, como prioridade, dentre outras, conduzir o casal que vive amancebado, a participar do curso de noivos preparatório do casamento, conforme determinam as regras da Igreja.
O pastor, o padre evangelizador e o professor, ao invés de apontar o dedo aos presentes na missa, no culto, na sala de aulas, deveria, antes de tudo, estimular os pais "amigados" dos filhos adulterinos e naturais, a levá-los aos cursos de catecismo ministrados na paróquia.
O padre precisa conhecer bem a filosofia e identificar quais os "intelectuais" que teriam as supostas tendências anticlericais.
Durante a ocorrência dos conflitos na circunscrição da Igreja, o padre/pastor/professor antes de posicionar-se tendenciosamente com o chamado "mais fraco", poderia inteirar-se, ouvindo a todos os envolvidos.
Afinal, a pobreza e a falta de educação não livram os que cometem crimes.
Os criminosos devem sofrer as penas aplicadas pelo judiciário. Quando Jesus opta pelos pobres, doentes, os pobres de espírito, criminosos, assim o faz com objetivo de santificá-los, socializá-los, tornando-os "normais" para a vivência na comunidade.
Se o padre, o educador ou pastor "passam a mão" na cabeça do violador das normas, do bom comportamento, da boa educação, das boas atitudes, eles estarão reforçando a impunidade e a impossibilidade do amadurecimento dessas pessoas.
O padre, o professor, o pastor e todos aqueles responsáveis por gente que carece de amadurecimento, devem ter na consciência de que a tecnologia, fruto da ciência, está presente na vida do ser humano com o objetivo, dentre outros, de proporcionar facilidades, comodidades, e a vida mais plena.
Desta forma, todos aqueles que condenavam a invenção do automóvel, do avião, do telefone, do rádio, da televisão, dos computadores e da Internet, hoje não vivem sem esses confortos.
Portando, é tolice e das grandes, dizer que a Internet separa as pessoas. Algumas individualidades já são separadas por natureza. A timidez, o analfabetismo e as próprias limitações impostas pela deficiência intelectual são verdadeiros abismos entre alguns.
O padre, o pastor e o professor deveriam, ao invés de apontar o dedo nas reuniões, incentivar o comparecimento às missas, aos cultos, às aulas, às ações de caridade.
Os crimes cometidos no quarteirão devem ser apurados, investigados e os responsáveis julgados.
A impunidade do corrupto que lesa o povo em bilhões de dólares nas licitações como nas dos trens e metrôs de São Paulo e Brasília, começa com a absolvição dos delinquentes que cometem - por exemplo - as "amenas" infrações do Art. 147 do Código Penal.
As normas são feitas para serem cumpridas; ao contrário, por que gastar tanto dinheiro - pagando salários aos vereadores, deputados estaduais, federais e senadores - se as leis que fazem não servem para nada?
O seguro de vida - gerado pelo trabalho com o cimento e o alumínio - disputado pela esposa abandonada e a concubina, pode cair numa ou noutra conta, conforme a cabeça do julgador.
Mas a condenação do criminoso que atormenta um quarteirão inteiro, durante tanto tempo, não poderia produzir nada mais do que a tão esperada paz.

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publicado às 00:46

Quer Aparecer

por Fernando Zocca, em 13.12.14

 

 

 

 

O que seriam das TVs, das câmeras filmadoras, fotográficas, dos filmes e das apresentações teatrais se prevalecesse a noção de que o exibir-se é condenável?
Não podemos deixar de crer que reprovam as manifestações pessoais, ao público - o querer aparecer - todos aqueles que julgam não ter predicados para fazer o mesmo.
Há indivíduos portadores de personalidades psicóticas que não admitem ser olhados por julgarem ter algo físico causador da zombaria.
Na maior parte das vezes, porém, a base do desejo de viver às ocultas, pode estar na autoestima debilitadíssima.
Então, ao contrário do que fazem as pessoas do mundo inteiro, postando na Internet selfies e filmes com imagens próprias, os que se menosprezam, procuram hostillizar moral e fisicamente aqueles que assim agem ao seu redor.
O que se vê é a negação da tecnologia ou a sua incapacidade para utilizá-la em proveito próprio. Na verdade é a negação de si mesmo e tentativa de sufocação dos que não são reputados semelhantes.
Desconsiderando as possíveis desconpensações orgânicas, razões prováveis de tanta insensatez, conclui-se que a deficiência, no aproveitamento dos benefícios trazidos pela tecnologia, só pode ter origem na falha da educação fundamental.
Agora adicione-se à essa formula o uso imoderado do álcool, tabaco, e drogas ilícitas.
O resultado é a exacerbação dos núcleos retardatários agressivos, impermeáveis às tentativas de socialização.
Das hostilidades morais, partem então, os criminosos, para a intimidação, o constrangimento; não raras vêzes eles - os criminosos - obtém o beneplácito de algumas "autoridades" do legislativo/executivo, mal informadas ou desejosas de retaliação.
O aburdo nisso tudo é fazer os incomodados retirarem-se quando os incômodos são a expressão das violações das leis.
O inacreditável nisso tudo é o temor de frequentar as cerimônias religiosas da paróquia, das reuniões dos grupos filantrópicos e praticar as ações a eles relacionadas.
Quando isso ocorre, meu amigo, inexiste nada mais educativo do que a aplicação das penas impostas pelas leis.
É o que temos dito.
Faz tempo.

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publicado às 14:30