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Questão de autoestima

por Fernando Zocca, em 22.07.14

 

A frase "a gente não é ninguém" expressa muito bem o grau de autoestima que alguém tem de si mesmo. E quando a convicção é muito forte, a tendência é a de tentar convencer os demais de que também não valem nada. 

Essa auto-desvalorização faz parte do desamor que algumas personalidades nutrem por si mesmas. 

Então, veja bem, meu amado leitor: quando a pessoa não satisfaz nem mesmo de si própria, a propensão é a de desprezar também as outras que vivem ao redor. 

O indivíduo só gosta dos outros da mesma forma que ama a si. Se ele acha que não é ninguém, que não vale nada, além de se revoltar contra quem se considera, quem se respeita, tenderá a reduzir o outro a níveis nulos.

Então as opiniões de quem não se considera, sobre aqueles que se julgam menos ruins, são quase sempre semelhantes a "ele só quer aparecer", "pensa que é melhor do que os outros", "quer ser o bom" ou "quer dar uma de gostoso".

Essa postura mental, mais algumas atitudes agressivas, muita impunidade e omissão dos poderes públicos, são fontes de conflitos numa comunidade. E não é raro haver a prática de crimes como as ameaças de morte, agressões, calúnia, difamações e homicídios.

É corriqueira a criação de versões sobre quem não se simpatiza. "Se ele não tem nenhum pecado, a gente inventa" não seria um lema impossível de povoar as tais mentes.

Perceba que é muito mais difícil mudar a si mesmo do que destruir o que destoa, se destaca.

Por menos que a pessoa julgue ser, ela se esquece de que é uma filha de Deus, recebeu o batismo; e que se não contribui voluntariamente para o bem da comunidade, haverá, um dia, de contribuir. 

Excetuando as deficiências morfológicas, perfeitamente compensáveis pelos procedimentos médicos especializados, as falhas culturais podem muito bem ser supridas pelas escolas especiais, evangelização e paciência que dependem, é claro, só dos interessados.

O joio e o trigo podem até ser semelhantes; mas o trigo alimenta, o joio não.  

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publicado às 14:45

Bem-aventurado Ambrósio Sansedoni de Sena

por Fernando Zocca, em 18.03.11

 

 20 de março

 

Ambrósio Sansedoni, nasceu no majestoso palácio da sua nobre família, no ano 1220, na cidade de Sena, Itália. Segundo a tradição, parece que ele nasceu disforme, com algumas imperfeições nas pernas e braços, por este motivo foi confiado a uma ama de leite, que o mantinha fora do palácio, pois a família se envergonhava da sua condição. Mas, esta senhora, muito cristã e piedosa, cuidou dele com carinho e afeição. Todos os dias, ela o levava nos braços, cobrindo inclusive o seu rosto, à igreja, onde rezava com fervor, para que o menino fosse curado.

Certa vez, um peregrino disse à ama de leite: "Mulher, não escondas o rosto desta criança, porque será a luz e a glória desta cidade". Não passou muito tempo Ambrósio foi curado milagrosamente. Tinha pouco mais de três anos, quando retornou ao palácio e ao seio da família. Depois, aos dezessete anos, abandonou tudo para ingressar na Ordem dos Padres Predicadores Dominicanos.

 

O noviciado e os primeiros estudos, ele completou em Sena, depois fez o aperfeiçoamento, em 1245, na diocese de Paris e de lá seguiu para a Alemanha, na diocese de Colônia. Teve como professor, o futuro santo, Alberto Magno e como companheiros Pedro de Tarantasia, que mais tarde foi eleito Papa Inocêncio V e Tomás d'Aquino, que a Igreja homenageia com o título de Doutor.

 

Ambrósio foi chamado para ir lecionar em Paris. A partir de então se tornou conhecido, principalmente, pela eficácia de sua pregação na igreja e na praça, entre os salmos e entre os tumultos. Alguns pintores o representaram com o Espírito Santo em forma de pomba branca, que lhe fala ao ouvido.

 

Seus dons excepcionais de convencimento e conciliação, marcaram a história da Igreja e da humanidade. Foi enviado à Alemanha como mediador da paz entre várias famílias em conflito. Regressou a Sena e alcançou do Papa Gregório X a supressão de um interdito que havia recaído sobre a sua cidade. Depois disto, este mesmo pontífice lhe confiou ainda outras missões de paz pela Itália, Hungria, França e novamente Alemanha.

Acusado de impostor e de ambicioso por um poderoso senhor, Ambrósio respondeu-lhe: "Deus se chama Rei da Paz. É por isso que cada um deve desejar a paz com o próximo. Deus não a concede senão aos que a concedem de bom coração aos outros. O que eu faço não é por mim mesmo, mas pela vontade daquele que tem poder sobre mim. Agora, pois, se é por minha causa, se é que vos perturbo, peço-vos perdão ..."

No ano 1270, foi chamado a Roma pelo Papa, para ajudar na restauração dos estudos eclesiásticos. Morreu vítima do seu zelo, no dia 20 de março de 1286, em Sena, durante um sermão. Falou com tamanha veemência contra os usurários, que se romperam várias veias no peito, causando-lhe a morte instantânea. O papa Clemente VIII, em 1597, fez incluir no Calendário da Igreja, o Beato Ambrósio Sansedoni, de Sena, para ser venerado no dia de sua morte.

 

Fonte: site da Diocese de Piracicaba.

 

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publicado às 15:38