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O catador de materiais recicláveis e ex-vereador Octávio Rocha, 64, conhecido como Arruia morreu na noite de quarta-feira (3), a caminho do hospital em Santa Bárbara d'Oeste, depois de passar mal num bar.  

Arruia foi o terceiro vereador mais votado na cidade em 2004, com 1.675 votos, pelo PTN. A causa da morte não foi informada, mas a família acredita que tenha sido parada cardíaca.

Natural da cidade vizinha Americana (127 km de São Paulo), Octávio Rocha tornou-se popular enquanto recolhia materiais recicláveis distribuindo a saudação “Arruia” que, segundo ele, significava "salve, amigo" no dialeto árabe falado no Líbano.

Morador de rua desde 1995, Arruia chegou a trabalhar também como frentista e comerciante. Tentou se reeleger em 2008, mas não teve o mesmo sucesso da primeira candidatura.

De acordo com a família, ele havia voltado a atuar como catador em Nova Odessa (122 km de São Paulo), mas não tinha residência fixa. "Ele gostava muito de ficar andando pelas ruas, era o que ele queria mesmo", contou a cunhada Merari Esteves. Segundo ela, por conta do estilo de vida do ex-vereador, nenhum dos seis filhos vivia com ele.

O velório ocorreu na Câmara Municipal e o presidente da Casa, Erb Oliveira Martins, o Uruguaio (PPS), decretou luto oficial de três dias nas repartições legislativas.

"Fazia dois anos que eu não o via, mas era uma pessoa muito querida, carismático. Quando soube que ele foi o terceiro mais votado não me espantei, porque ele sempre foi de construir amizades e correr atrás do que queria", disse Esteves.

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publicado às 14:31

Injustiça Gera injustiça

por Fernando Zocca, em 22.12.10

 

                                              Teoricamente os poderes componentes da estrutura dos Estados democráticos são três. O legislativo, cuja incumbência seria a de elaborar as regras norteadoras do agir na sociedade, o executivo cuja proposta é a de praticar as ações determinadas, e o judiciário que se incumbiria de julgar as condutas havidas no meio social.

 

                    Em tese haveria independência entre essas três instituições, mas na prática não é bem isso o que acontece. Observa-se que não é incomum a obtenção da disfunção de uma entidade, ao contaminá-la nomeando correligionário.

 

                    Numa administração municipal, o prefeito teria grande poder neutralizador da câmara de vereadores, ao nomear legislador para o exercício das funções secretariais.

 

                    A hegemonia política representada pela subserviência legislativa é obtida assim, também pela inibição das funções crítica e fiscalizadora.

 

                    Em não estando o judiciário imune à corrupção, promovida pelo abuso do poder político e econômico, teria em tese, o tal prefeito, um completo domínio político no seu território.

 

                    Nesse cenário sombrio e autoritário seriam frequentes a consumação da injustiça geradora dos vários conflitos graves, conducentes a enfrentamentos físicos e até homicídios.

 

                    Os desvios das grandes fortunas públicas conseguidas com as licitações viciadas, a cumplicidade legislativa municipal e a inocuidade judiciária, seriam fatores desencadeadores dos desentendimentos e crimes de morte.

 

 

 

08/03/2010 - O vereador de Águas de Lindóia Edson Âmbar chamou de chifrudo o presidente da Câmara Municipal, Joel Raimundo de Souza, durante a sessão na cidade localizada a 170 km de São Paulo. O insulto ocorreu diante das câmeras de TV. Houve confusão e briga entre os vereadores. A Polícia Militar foi chamada para intervir na questão.

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publicado às 12:07

Largo e chato igual a uma pá

por Fernando Zocca, em 14.10.10

                               Considero o senhor deputado federal Antônio Carlos Mendes Thame (PSDB), um dos maiores picaretas que Piracicaba já produziu.

 

                        Você já ouviu dizer que o malandro pra ser bom tem que fazer tudo certinho, bonitinho, sem borrões ou rasuras? Pois esse pernóstico é assim. É chato e largo igual a uma pá.

 

                        No tempo em que era mocinho, diziam que ele não era tão homem assim. Para terminar o curso, gratuito, de engenheiro agrônomo na ESALQ, fundou um cursinho supletivo com o qual enricou, ganhou notoriedade e lançou-se na política.

 

                        Esse, hoje já idoso senhor, presunçoso, considera que o poderio econômico, que amealhou por força dos engodos que propõe, é bem suficiente para manter a injustiça que lhe corrói até os ossos.

 

                        Foi guindado a prefeito uma ou duas vezes, fato que lhe inflou o ego delicadíssimo, proporcionando-lhe incentivo pra seguir em frente na carreira política.

 

                        Quando prefeito tinha como chefe da guarda municipal o já falecido Paulo de Castro que também, veja só, ministrava um curso de teosofia aqui nesta insigne cidade interiorana.

 

                        Do seu partido fazem parte o senhor Barjas Negri, que foi, salvo melhor juízo, naqueles tempos de Fernando Henrique Cardoso, ministro da saúde. Pois foi naquele tempo que vieram a lume as denúncias do envolvimento do primeiro, num bafafá nacional conhecido como o Escândalo das Sanguessugas.

 

                        Nesse esquemão estava o falecido Abel Pereira, proprietário da empreiteira CICAT, a única a vencer mais de trinta licitações públicas nestas terras piracicabanas. O detalhe a ser percebido, é que a tal empresa, só venceu as concorrências depois da posse do senhor Barjas Negri como prefeito.

 

                        Nas duas gestões de Barjas Negri ninguém mais tinha competência suficiente, para asfaltar ruas e levantar algumas paredes, do que o empreendedor proprietário da CICAT.

 

                        Vá agora saber se é sorte, ou parte com o Demônio: o cara foi reeleito e vai desfrutar, ao lado do Tiririca, durante longos quatro anos, todas as mumunhas inerentes ao cargo.

 

                        Isso tudo é pra quem pode não pra quem quer.

 

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publicado às 21:51