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Atos de Império

por Fernando Zocca, em 18.10.14

 

 

 

Por mais má vontade que possa ter uma oposição, ela jamais contrariará o governo, se não houver motivos reais para os alertas. 

A má-fé que busca a supressão do contraditório no legislativo é indício do desapreço pelas instituições republicanas, pela democracia e liberdade.

O pior não acontece, num governo, quando o mandatário do voto popular, desnaturando toda a ideologia e as promessas que o levaram ao cargo, governa objetivando sua ascensão a um posto maior. 

O pior ocorre quando o legislativo e o judiciário deixam de cumprir as determinações, a que estão sujeitos, para demonstrar a subserviência lucrativa. 

Quando isso ocorre, o Estado empobrece; falseia-se a verdade sobre os fatos; fala-se uma coisa e faz-se outra; demonstram-se incoerências danosas, úteis somente ao soberbo.

O desrespeito às leis revela a ausência da liberdade, da democracia, do apreço aos valores e instituições republicanas. Isso é muito próprio dos autoritários, dos descendentes dos senhores de engenho escravagistas. 

Isto é muito feio. 

Quem perde com os atos de império, são os eleitores que, pelo voto, confiaram o mandato àquele que agora deixa de cumprir as regras, por não serem elas propícias à sua eleição ao próximo cargo.

Aos ditadores é comum a perseguição à imprensa, o constrangimento aos jornalistas, o fechamento dos veículos de comunicação.  

O tucanato que vemos hoje é a fotocópia daqueles que compuseram o regime de exceção, incitador das crueldades castradoras  no Brasil.

Mas nem por isso deixam eles de ter seus direitos assegurados de votarem e serem votados. Entretanto o povo sabe, conhece quem conduz políticas que lhe sejam favoráveis. 

A Constituição Federal determina a aplicação mínima de verbas anuais para a manutenção e desenvolvimento da educação, saúde e segurança no Estado, mas a política egoísta, ególatra e ambiciosa, profana as orientações constitucionais, suprimindo esses direitos do povo, trazendo para si todo o destinado ao contribuinte.

Não pode ser ruim o governo que cria universidades, cursos de medicina, reforça os programas financiadores da educação universitária, elabora o vale cultura, investiga os mal feitos, colabora com a apuração da verdade, a ampla defesa, e faz valer a lei. 

Não é sensato trocar o certo pelo temeroso. Quem garante que o Aécio não fará com o Brasil, o mesmo que fez com Minas Gerais?

 

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publicado às 03:26

Os louros das glórias

por Fernando Zocca, em 29.01.14

 

 

 

 

Torcemos para que a copa do mundo transcorra sem incidentes graves aqui no Brasil.

 

Afinal as atenções de parte das populações das Américas, da Europa, da Ásia e da Oceania, estarão voltadas para esse acontecimento tão esperado entre nós.

 

Forças especiais estão já treinadas e prontas para a repressão de todo e qualquer ato comprometedor da segurança das delegações e turistas estrangeiros que virão para cá.

 

A gente torce também para que a onda destruidora dos ataques aos caixas eletrônicos cesse ou diminuam de vez.  Queremos ver - como nunca antes vimos em toda a história deste país - um Brasil seis vezes campeão mundial de futebol.

 

Problemas como a contaminação das águas por coliformes fecais, brometo de potássio no pão e transportes públicos ineficientes, nas grandes capitais, podem ser melhor superados com o entusiasmo que o sucesso da seleção brasileira tiver.

 

Nós brasileiros, temos essa cordialidade que nos diferencia daqueles outros povos mais propensos a resolver, todas as suas questões, com a violência explosiva. Ainda bem. 

 

Esse evento promovido pela FIFA gerará bilhões de dólares a seus organizadores e associados. Como sempre ocorre desde os primórdios da civilização, nos jogos internacionais, a equipe vencedora levará as glórias das vitórias ao seu povo, e os organizadores, além dos louros, se fortalecerão com os bilhões em lucros auferidos.

 

Cremos que com essa politica de erradicação da miséria, desenvolvida pelo governo federal, os ingressos aos jogos da copa sejam conseguidos facilmente pelo torcedor.

 

Rezamos também para que tudo se realize na mais perfeita ordem, e que não hajam prejudicados nesse acontecimento quadrienal da Federação Internacional de Futebol. 

 

Sabemos que nem todos veem com bons olhos essa movimentação toda.  Eu me lembro de que na copa de 1982 um colega advogado, muito querido na urbe, me confidenciou que desejava ver o Brasil derrotado. Incomodava-o o clima de histeria, de entusiasmo, que dominava a população.

 

Mas há também quem não chegue a tal ponto. Há os que simplesmente desligam-se das transmissões assim como fazem com as novelas, os noticiários e o BBB.

 

Creio que todas as tendências e gostos devem ser respeitados. Mesmo que o espocar dos fogos de artifício e o som das TVs do entorno indiquem os acontecimentos, a pessoa que não deseja participar deve ter assegurado o seu direito da se abster.

 

Cada um sabe o que lhe é mais aprazível. 

 

Cada um sabe de si. 

 

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publicado às 18:20

Baque e Dano

por Fernando Zocca, em 14.12.13

 

 

Se a conquista do hexacampeonato mundial de futebol, pelo Brasil, for vista única e exclusivamente como dividendo politico petista, ela pode estar seriamente ameaçada.

 

Apesar de a lei ser rigorosamente aplicada nos casos públicos de corrupção, apesar dos avanços das ações politicas favorecedoras das classes menos abastadas, a aceitação dessas orientações, por setores mais tradicionais da sociedade não é unânime.


Ou seja: o reconhecimento da filosofia e politicas petistas não são plenos.

 

Teoricamente a conquista do hexacampeonato pode significar a hegemonia politica do PT, possibilidade completamente negada indesejada e reprimida pelas forças contrárias.


Sem dúvida nenhuma que as seleções adversárias tentarão explorar essa divisão a seu favor.

 

Forçando um pouquinho a barra, veja que interessante: da mesma forma que os Egípcios temiam a adesão do povo judeu (escravizado durante 400 anos no Egito), a qualquer inimigo politico seu, pondo-os por isso a andar pelo deserto, onde caminharam por 40 anos, os que pretendem a conquista deste mundial de 2014, pelo Brasil, precisariam ao invés de dividir, somar as forças politicas antagônicas.


Que baque e dano terríveis, maiores até que os de 1950, não significariam, para o futebol brasileiro, a perda da oportunidade de sagrar-se hexacampeão mundial?


Perceba que em 2014 haverá eleições para a presidência da república. E é claro que tanto a vitória quanto a derrota, no mundial, serão argumentos para os discursos em defesa dos ideais políticos. 


Certamente que o povo brasileiro não gostaria de escolher este ou aquele candidato presidencial, por exclusão, fundamentado na derrota do selecionado.


Cremos que tanto a oposição quanto a situação podem valer-se dos ganhos políticos que trarão a possível conquista inédita para o futebol nacional. 


Tomara, não é?

 

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publicado às 15:15

Quem prende ou solta um criminoso é o povo

por Fernando Zocca, em 11.04.11

 

 

 

                                              Algumas mentes não conseguem imaginar que quando um juiz solta um marginal, previamente preso pela polícia, somente o faz em virtude da lei.

                        Esse descompasso com o real, diante do crescimento dos índices de criminalidade, permite que absurdos se criem do tipo: “a polícia prende, mas o advogado solta”.

                        Na verdade quem solta é o juiz, a pedido feito pelo interessado, por meio do advogado. E se a situação do preso não estiver prevista na lei, nem mesmo o juiz poderá soltá-lo.

                        Quem faz a lei é o deputado federal e quem elege o legislador é o povo. Portanto, quem prende e solta um criminoso é o povo.

                        Se as leis existentes são impotentes na contenção dos crimes, elas devem ser mudadas. Então cabem ao Tiririca, ao Romário, ao Bolsonaro e a todos os outros componentes das esferas legislativas, as articulações que visem proteger o eleitorado.

                        Essas leis que tratam dos direitos individuais (relativos a tudo quanto se refere à dignidade da pessoa humana, tal como a vida, a liberdade, a segurança, e a propriedade), só podem ser modificadas pela câmara dos deputados (federais) e o senado.

                        Portando não adianta você reclamar com o deputado estadual e muito menos com o vereador da sua cidade.

                        Se você ainda acha que o Brasil está perdido porque o advogado solta o bandido preso pela polícia, deve reclamar com aquele velho deputado federal, que há décadas, (quatro ou cinco gestões), recebe milhões e milhões de reais, para cuidar disso.

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publicado às 16:13

O desenvolvimento econômico e a liberdade

por Fernando Zocca, em 21.03.11

 

 

 

 

                                             O presidente norte-americano Barack Obama, nesta recente visita ao Brasil, fez entender também, dentre outras coisas, que a liberdade não impede o desenvolvimento econômico.

 

                            Nos arquétipos de um sistema secular em que o progresso de alguns significava o sofrimento de milhares, esse lembrete presidencial veio reforçar a noção de que a liberdade não só facilita a expansão da economia, como também a promove.

 

                            A repressão das iniciativas, por outro lado, como ocorre nos países árabes, estimula a estagnação local e também a dependência das ações vindas do exterior. Em qualquer lugar do mundo a miséria é terrível, mas a miséria sem liberdade é bem pior.

 

                            A liberdade é o caminho por onde se aprende a se virar sozinho, e pelo qual também se desatam as amarras do paternalismo governamental.

 

                                Perceba que uma das funções dos poderes políticos capitalistas é a de estimular as iniciativas econômicas individuais e não reprimí-las, por temor de que corrompam as instituições tradicionais.

 

                            Pode até demorar um pouco, mas a mentalidade “o que o estado pode fazer por mim”, arraigada no inconsciente coletivo nacional, será substituída, sem dúvida, pela “o que eu posso fazer pelo estado” que é a ideal.

 

                            Então note que o estado deve ser parceiro nas iniciativas solidárias, filantrópicas e combater, sem dó nem piedade, os que sujeitam, oprimem, humilham e cerceiam os indefesos, em nome das vantagens e privilégios próprios.

 

                            Essa vintena de anos em que a sociedade brasileira viveu sob a censura, deixou resquícios que ainda são identificados no comportamento de alguns senhores políticos mais antigos.

 

                            Uma característica dessa forma de governar era a fala única, o ditado, o falado de cima pra baixo. Não há a possibilidade de contestação, de réplica ou tréplica.

 

                            Nesse contexto cadafiano qualquer sinal de oposição pode significar o ostracismo, a morte. Isso ocorre devido à incapacidade argumentativa dos ocupantes do poder. Da tentativa de nivelar “por baixo” o conhecimento distribuído numa sociedade, surgiriam as omissões que deteriorariam o ensino público.

 

                            A história do Brasil e a dos Estados Unidos assemelham-se em certos pontos e diferem em outros tantos. Ao amenizar as barreiras fiscais aos produtos brasileiros exportados para lá, o governo americano feriria os interesses dos produtores locais. Da mesma forma, quando as normas fiscais facilitam a entrada dos produtos importados, há a deterioração da indústria nacional.

 

                            Portanto, com muito bom senso, equilíbrio e diálogo franco, cada país deve cuidar do seu interesse próprio, em benefício da sua sociedade e instituições.

 

                            Na atual conjuntura os Estados Unidos desejam vender aviões de caça ao Brasil e este, por sua vez, quer o apoio norte-americano para obter um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.

 

                            Seriam interesses inconciliáveis?

 

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publicado às 15:28

Danos Morais

por Fernando Zocca, em 24.11.10

 

               Você consegue imaginar a dimensão dos danos morais que o médico Roger Abdelmassih causou nas suas 39 vítimas?

 

                Proprietário de uma das clínicas mais famosas e caras de São Paulo, especializada em fertilização, Roger se aproveitava da inconsciência das pacientes, para praticar estupros e abusos sexuais.

 

                As consultas caríssimas, só permitiam o acesso à clínica, de mulheres com grande poder aquisitivo. Pacientes ricas e lindas mais a suposta inconsciência foram fatores estimulantes, despertadores da sanha criminosa no doutor.

 

                As queixas contra o comportamento doentio do médico não foram feitas por uma única paciente. As vítimas desse crime talvez tenham sido muito mais numerosas do consta na denúncia do Ministério Público paulista.

 

                Mas somente 39 delas conseguiram ser ouvidas tanto na delegacia de polícia, quanto no juízo da 16ª Vara Criminal de São Paulo.

 

                Consta dos autos que o tarado, aproveitando-se da sonolência das pacientes, induzida por hipnóticos e anestésicos, praticava atos e cometia outros abusos de ordem sexual.

 

                As vítimas, no momento da perpetração dos delitos, usavam somente camisolas hospitalares e, na posição deitada, para a aspiração de óvulos, sofriam as consequências do comportamento psicótico.

 

                A juíza Kenarik Boujikian Felippe da 16ª Vara Criminal ouviu mais de 200 testemunhas num processo que chegou a 10.000 páginas.

 

                Na sentença, prolatada ontem (23/11), baseado em tudo o mais que dos autos constava o veredito: 278 anos de prisão.

 

                De acordo com as normas, que regem o processo penal, o réu pode pedir um novo julgamento, que aguardará em liberdade.

 

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publicado às 12:45

Marta visita Sindicato dos Taxistas

por Fernando Zocca, em 21.09.10

 

 

 

 

 

A candidata do Partido dos Trabalhadores ao senado federal por São Paulo, Marta Suplicy, visitou na manhã de ontem (20/09), o Sindicato dos Taxistas de São Paulo.

 

Acompanhada por Jilmar Tatto e Josias Lech, dois personagens importantes na área de transporte, durante sua gestão quando prefeita de São Paulo, Marta foi recebida pelo presidente Natalício e outros integrantes da diretoria.

  

Jilmar Tatto foi Secretário Municipal de Transportes e é atualmente candidato a deputado federal; Josias Lech foi diretor do departamento de transporte público da capital, sendo hoje vereador pelo PT de Campinas.

 

“A categoria tem todo o respeito e carinho por Marta: 95% votam em Marta Senadora”, afirmou o presidente Natalício. Estima-se que o Sindicato tem 33.700 taxistas associados na cidade de São Paulo.

 

Natalício lembrou ainda que a classe tem uma dívida com a Marta prefeita. Ela iniciou o  diálogo com os taxistas, durante sua gestão na prefeitura, e estabeleceu um relacionamento bastante amistoso.

 

Para priorizar o transporte público, facilitando a rotina dos taxistas, Marta criou os corredores de ônibus que também são utilizados pelos táxis.

 

No encontro Marta recordou que deixou projetados 300 km de corredores de ônibus, quando foi prefeita, e que esse projeto não foi levado adiante nas gestões seguintes.

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publicado às 16:51






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