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A galera internacional

por Fernando Zocca, em 30.11.14

 

 

Algumas observações sociológicas nos dão conta de que a era industrial, iniciada por volta de 1750, chega finalmente ao fim.

Nesse espaço de tempo - entre a metade do século 18 até o advento da Internet - quem não tivesse uma colocaçãozinha produtiva que fosse, numa fábrica qualquer, era logo diagnosticado como deficiente. 

E se antes o trabalhador braçal julgava ser vagabundo o servidor sedentário, hoje em dia, com o desenvolvimento dos equipamentos substituidores da força muscular, - as colheitadeiras de cana, por exemplo - ele pode falar o mesmo de si próprio. 

Sabe-se que até nos casos em que a morfologia não favoreceu plenamente os componentes do grupo turbulento, na grande maioria das situações de conflito, pode haver a acomodação, com a aplicação das penalidades legais.

Considero, no presente momento, os maiores vilões da paz social, a ausência da educação, da cortesia, da solidariedade, agravados com o analfabetismo, uso abusivo do álcool, drogas e tabaco.

Esses elementos, mais a omissão das autoridades, são os ingredientes do desassossego de uma rua, de um quarteirão, de um bairro inteiro.

Não é possível manter a opinião "os incomodados que se retirem", quando a efervescência antissocial é produzida contra as leis. 

Como pode a sâ consciência de um deputado federal, de uma "dirigente espiritual", e outras mentalidades legislativas/executivas municipais, fazerem crer que todos os que se incomodam - por exemplo - com os ensaios de uma banda se mudem do local, mesmo sabendo que o tal grupo invade as madrugadas, espargindo o pandemônio, confrontando a legislação existente? 

É claro que o conflito não terminaria bem para os que, afrontando as disposições legais antes aceitas, renega-as no momento considerado oportuno, em benefício próprio e em detrimento dos outros. 

O suprassumo da incoerência, do contraditório, da injustiça dos dois pesos e das duas medidas, não podem nunca sobrepor-se sob pena do arrepio geral da galera internacional atenta.

Mesmo por serem os turbulentos, infratores do sossego público, tidos como carecedores dos bons substratos fisiológico/morfológico, bases da boa saúde mental, não haveria ausência da compreensão do que seria certo ou errado, razão pela qual a impunidade serviria como estimuladora de mais e mais distúrbios. 

Como progridem as personalidades se não recebem, plenamente, o que lhes proporcionam as suas más obras?

A alegação do desconhecimento da lei não exime os infratores das penas a eles cominadas. 

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publicado às 16:52

Bulindo com o silêncio alheio

por Fernando Zocca, em 02.07.13
Balanços parados. Foto: Monitornews.blog





Em meados da década de 1960 quando frequentávamos as aulas do antigo curso ginasial, no Jerônimo Gallo, na Vila Rezende, íamos e vínhamos de ônibus.
 
Para isso, quando era possível, recebíamos uma cartela de passes comprada mensalmente e que garantia o transporte diário, sem o uso direto do dinheiro.

Esse passe economizava muito tempo eis que não era necessário parar na catraca, efetuar o pagamento ao cobrador e esperar pelo troco.

A tecnologia avançou tanto que, hoje em dia, você utiliza os ônibus e ao passar pela catraca, o faz sem a intervenção do cobrador. Os cartões magnéticos substituem o dinheiro.

Antes as empresas de transporte coletivo empregavam dois funcionários por ônibus. Hoje empregam somente um.
 
Mas chegará o tempo em que os veículos utilizados no transporte de pessoas se movimentarão automaticamente, controlados à distância, com o auxílio de computadores.

Essa tecnologia já existe, empregada nos aviões não tripulados, e avança rapidamente para a adaptação aos carros e demais veículos terrestres.

A economia conseguida, queremos crer, reverterá para o barateamento das tarifas e quem sabe, até na sua supressão.
 
A substituição gradativa do emprego da mão de obra e força muscular é tão notória que só não vê quem não quer. Ou não pode. 

Quem imaginaria, há alguns anos antes, que máquinas venderiam refrigerantes, jornais e atuariam nos bancos, substituindo caixas bancários?

As pessoas não precisam temer o desemprego. Devem antes habilitar-se como empresários.
 
O cidadão empreendedor, que obseva as normas de segurança, as técnicas corretas da sua atividade comercial ou de prestador de serviço, não encontrará muitos dissabores pela frente.

Mas os que não estão aptos ao exercício das atividades lucrativas, sem dúvida, mexerão inadivertidamente com silêncios fundamentais. E aquela máxima "Não bula com o silêncio alheio se não puder com o barulho dele" tem tudo a ver.
 
O empreendedorismo é fundamental para o capitalismo. Mas as regras estabelecidas pela sociedade via câmara dos vereadores, dos deputados estaduais, federais e senado, devem ser obedecidas.

Se assim não o for instala-se a balburdia e aì, meu amigo, salve-se quem puder.
 
Sem as regras, as normas, as leis e a observância delas todas, não é possível organizar-se como Estado, como empresa, como família. Quase ninguém desconhece isso.
 
Ao poder executivo cabe, indiscutivelmente, a função de fiscalizar e fazer cumprir as leis em vigor. A omissão  sujeita o incumbente às penas da lei.
 
Nem duvide. 

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publicado às 13:30