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O Dono da Coleira

por Fernando Zocca, em 01.06.12

 

 

Quando o xaroposo tinha "o cabresto curto" não era raro precisar consultar o dono da coleira sobre o que fazer.

 

A dependência era tamanha que, às vezes, um simples peidinho inaudível gerava dúvidas se poderia ou não ser liberado.

 

Era terrível. E veja que foi aquela própria pessoa dele que buscou a ’sarna’ pra se coçar.

 

Ainda bem que, da mesma forma com que ele se enrolou todo, livrou-se também; mas não sem antes muita luta. Saiba disso.

 

Foi bem dolorido, mas ele entendia que a autonomia não poderia deixar de ser conquistada, sob pena do desande geral da maionese.

 

Sabe aquele grito de desespero, revolta, indignação, que antes de subir aos céus, permanece entalado no gogó, enrolado no emaranhado de tanto constrangimento?

 

Dizer ter sido o tal um zumbi escravo, pra ilustrar o tema, é bem pouco, muito pouco, pouco mesmo. Mas era.

 

No final o ilustre deu graças por tudo, pedindo e agradecendo sempre, as benesses da liberdade.

 

Veja que tinha também o tal, naquela fase horrenda, a mania da autoajuda. Você sabe o que é isso?

 

É um lero-lero antigo baseado num milhão de livros sobre o assunto. A bazófia gira em torno da "arte de fazer amigos", "o poder do subconsciente" e por aí vai.

 

Entretanto com o passar dos anos ele percebeu que se não houvesse a verdadeira conexão com Deus, a coisa não daria mesmo certo. Compreende?

 

Com a autoajuda, os cambau e tudo o mais, se não "caísse a ficha", conectando-o ao Criador, meu amigo, saísse de baixo.

 

Na quebra dos grilhões ele deve ter cometido algum exagero. Portanto quis, numa certa ocasião, deixar consignado o seu mais humilde e respeitoso pedido de desculpas.

 

Ele apanhou muito, mas também desceu o cacete sem dó nem piedade.

 

Pra finalizar ele fez dele as palavras da Ana Maria no Mais Você de ontem: “A briga pode ser feia, mas a vitória é linda”.

 

Eu também acho.

 

Sabia?

 

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publicado às 13:48

Força e perigo da língua

por Fernando Zocca, em 03.06.10

 

 

                               Meus irmãos, não se façam todos de mestres. Vocês bem sabem que seremos julgados com maior severidade, pois todos nós estamos sujeitos a muitos erros.

 

                   Aquele que não comete falta ao falar, é homem perfeito, capaz de pôr freio ao corpo todo. Quando colocamos freio na boca dos cavalos para que nos obedeçam, nós dirigimos todo o corpo deles. Vejam também os navios: são tão grandes e empurrados por fortes ventos! Entretanto, por um pequenino leme são conduzidos para onde o piloto quer levá-los. A mesma coisa acontece com a língua: é um pequeno membro e,  no entanto se gaba de grandes coisas.

 

                   Observem uma fagulha, como acaba incendiando uma floresta imensa! A língua é um fogo, o mundo da maldade. A língua, colocada entre os nossos membros, contamina o corpo inteiro, incendeia o curso da vida, tirando a sua chama da geena. Qualquer espécie de animais ou de aves, de répteis ou seres marinhos são e foram domados pela raça humana; mas nenhum homem consegue domar a língua. Ela não tem freio e está cheia de veneno mortal. Com ela bendizemos o Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. Da mesma boca sai a bênção e a maldição. Meus irmãos isso não pode acontecer! Por acaso, a fonte pode fazer jorrar da mesma mina água doce e água salobra? Meus irmãos, por acaso uma figueira pode dar azeitonas, e uma videira pode dar figos? Assim também uma fonte salgada não pode produzir água doce.

 

Tg 3, 1-12.

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publicado às 19:32