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O mentiroso

por Fernando Zocca, em 27.08.15

 

Há quem creia que os mitômanos, os sujeitos adeptos das mentiras, das falsidades, das dissimulações, assim agem objetivando afastar as atenções alheias dos seus projetos próprios que julgam passíveis de críticas, zombarias e desestímulos mil, da mesma forma que eles - os falsos - fazem com os empreendedores à sua volta.
Mas dentre os que falseiam a verdade existe os que se equivocam, enganam-se, confundem-se de tal forma que a semelhança entre os fatos reais e a verbalização, são bem distintos um do outro.
No caso do mentiroso contumaz o ditado "quem fala a verdade, não merece castigo", não teria muito valor. Com certeza, durante a sua formação, sempre que disse a verdade, foi severamente punido.
A inveja, o ódio, sentimentos de inferioridade, atitudes persecutórias, calúnia e a difamação embasariam os procedimentos opressores contra as vítimas próximas.
Não é incomum serem os falsos, os mentirosos e os enganadores, portadores dos famosos "espírito de porco" definido aqui como característica dos que têm mania de contradizer, de estarem sempre em oposição à lei, ao bom senso, à ordem e aos bons costumes.
Então, à estes basta você dizer: "não deixe seu cachorro na rua porque ele pode atacar e morder as pessoas, trazendo problemas com a polícia", que lá vão os espíritos de suíno, por birra, deixar os assustadíssimos e pobres cães na rua.
A esses, verdadeiras anomalias, equívocos da natureza, é o suficiente você avisar que entrar ou permanecer, sem permissão, na casa do vizinho, é delito passível de punição, que pronto: lá estão eles, os cabeças de bagre, (que Deus nos livre!!!) a fazer tudo ao contrário.
Aos verdadeiros e legítimos espíritos de porco quando o professor diz: "não é bom, nem saudável, mexer no lixo depositado defronte a casa das pessoas, a espera da coleta" para que os benditos iniciem verdadeiros garimpos na busca de saber o que consomem aqueles a quem maltratam.
Aos espíritos de porco renomados, de longa tradição familiar, quando lhes dizem, num hospital ou velório, que é de boa educação manter o silêncio e o respeito, não raras vezes, iniciam eles verdadeiras gandaias desafiadoras.
Há quem diga terem esses meliantes parentesco com Adão e Eva que, desobedecendo as ordens divinas, fizeram tudo o que não devia ser feito.
Tem quem veja, nos espíritos de porco, a rebeldia dos insensatos, dos jovens, sempre em luta contra os preceitos dos mais velhos.
Nada contra os que combatem, contestam as velhas normas nocivas, improdutivas e malignas.
O problema é fazer ver, aos cabeças de bagre, minhocas do inferno, que suas atitudes são contrárias à ordem, ao progresso, à paz entre os vizinhos, e também na cidade.
Qual é o professor que, na classe, ao dizer para não jogar bolotas de papel nos colegas ou grudar chicletes no cabelo das colegas, não se surpreendeu ao ver que o que evitava, por causa dos espíritos de porco, aconteceu?
Percebo que há uma certa insistência em tocar na tecla da importância do gregarismo. Havemos de nos lembrar que muitas das piores crueldades são perpetradas por coletivos, agrupamentos de espíritos de porco.
Sim, porque tem gente que só pratica o mal em companhia dos que os estimulam a isso.
Geralmente o verdadeiro espírito de porco não "apronta" sozinho, mas age quando bem acompanhado dos seus inúmeros parceiros.
Sozinho e longe do local onde costuma praticar suas insanidades o espirito de porco não passa de uma verdadeira gazela.

 

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publicado às 13:57

A paciência de santo

por Fernando Zocca, em 31.05.10

 

 
 
                    Faz parte da diversidade a existência e manifestação daqueles “espíritos de porco”, que a tudo criticam, mesmo que não haja motivo para isso.
 
                   Qual seria a intenção do observador que, ao notar flores ladeadas por outras maiores, afirma haver o “encolhimento” das primeiras?
 
                   Se colocarmos as flores “encolhidas” ao lado de outras menores, não estariam aquelas maiores?
                   É claro que os problemas pessoais de quem se manifesta influem nas suas expressões. Então a ausência de contatos físicos, talvez até em decorrência das baixas temperaturas, motivem  projeções do tipo “fulana pareceu encolhida”.
 
                   Cremos que seja essa uma forma equivocada de mandar recados. Mas por que a existência dessa mentalidade destacadora do desvantajoso, ou pontos negativos?
 
                   Talvez faltasse a ativação de uma dinâmica capaz de transformar todos os desprazeres, em estimulação positiva para as demais pessoas. Ou seja, faltou aprender que tendo eu recebido tantos dissabores, precise metamorfosear tudo isso, fazendo o bem ao invés de passar adiante as maldades recebidas.
 
                   Esse é o comportamento ideal. Mas não é o real, não é o que existe. E entre os civilizados seria meta razoável a ser atingida. O aprimoramento das nossas atitudes, a cada dia, reciclando os desaforos recebidos, transformando-os em bênçãos, é objetivo indispensável aos prósperos de uma sociedade.
  
                   Isso não é fácil, depende da compreensão, da boa vontade e principalmente do contato diário com a fonte de toda a sabedoria do universo.
 
                  Mas cá entre nós: como tem periguete chata na superfície dessa terra, hein?
 

 

levando a sogra à passeio.

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publicado às 19:37