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Promessa é dívida

por Fernando Zocca, em 03.10.13

 

 

Hoje em dia está difícil "botar fé" nas pessoas. As promessas saem fáceis, mas o cumprimento delas, se não anda dificultoso mostra-se impossível.


As pessoas prometem talvez para se livrar das situações desconfortáveis, mas certamente marcam muito mais pela frustração que deixam, quando não atendem as expectativas.


Não é, portanto à toa, que surgem os contratos. Por meio deles, o prometido pode muito bem ser exigido.


Por meio da avença escrita, se o promitente (aquele que promete) não cumprir o combinado pode e deve sofrer as penalidades previstas ali naquela espécie de lei entre as partes.


A promessa dita, falada, sem um comprovante táctil, concreto, onde se descreve os sujeitos, direitos e obrigações, torna-se difícil de ser cobrada.  Existe, é claro, a opinião de que apesar das dificuldades, a cobrança não seja impossível.


A situação fica muito pior quando você, acreditando naquelas promessas verbais feitas por alguém, comunica o fato às pessoas do seu convívio.


Então, não é uma situação terrível, desgastante, quando muita gente espera, te cobrando, por aquele fato que você (baseado naquela promessa recebida), disse que aconteceria, e ele simplesmente não acontece?


Como você se sente tendo que explicar milhares de vezes que o dito antes não vai mais acontecer, não por você não querer, mas por causas independentes da sua vontade?


Na verdade o que está em jogo é a credibilidade. Note que sem ela nem dinheiro emprestado pelos bancos você consegue.


Como já disse, há quem entenda, entretanto, que a promessa não escrita, feita na base do fio de bigode, é dívida moral e se não for paga pode trazer sérias consequências para o promitente.


Mesmo assim, nada como um bom e velho contrato escrito e registrado no cartório, para a segurança e tranquilidade da família.


Não é mesmo?

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publicado às 19:44

Desprazeres

por Fernando Zocca, em 17.01.12

 

 

                 Já imaginou você caminhando tranquilamente pela calçada, durante uma noite e assim, de repente, ver um morcego parado bem ali, no chão, à sua frente?

       O que você faria? Certamente haveria quem se desviasse, quem pensasse em chutar o animal, e até mesmo quem pensasse em pisar nele.

       Mas é claro que não deixaria de haver aquela alma bondosa, disposta a acolher o bichinho, colocando-o a salvo, fora do caminho das pessoas que, em não o vendo, poderiam massacrá-lo.

       O pior aconteceria se você criasse um princípio de vínculo afetivo com o tal. Que frustração tamanha não ocorreria se, depois de recuperado, o mamífero batesse as asas e... bye-bye, tchau pra você?

       Esse tipo de desengano assemelha-se ao daqueles herdeiros que, esperando pela venda de um bem do espólio, sentem-se “roubados” pelo sucessor que se adianta ocupando o imóvel.

       Nos dois casos nega-se a satisfação de um anseio, por uma realidade adversa.

       Seria exagero afirmar que haveria certo desejo de vingança, daqueles que, julgando-se lesados por alguém, buscassem produzir no suposto lesador, os mesmos dissabores?

       Eu penso que não é exagero nenhum. Na minha opinião creio que quem faz isso deliberadamente, busca “dar uma lição”, naquele hipotético causador dos tais desprazeres.

       É a aplicação da reciprocidade, ou a brega lei do Talião: olho por olho, dente por dente.

 

Mudando de assunto:

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publicado às 20:04