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Saúde e Bem Estar

por Fernando Zocca, em 01.12.11

 

 

               Quem é que não gosta de beringelas ao forno, saladas supimpas de alface, tomates, batatas fritas ou assadas, bananas, laranjas, mamões, maçãs, uvas e kiwis em abundância?

       Também da boa alimentação depende a saúde do corpo. Os antigos já diziam que a mente sã é parelha com o corpo são.

       Então você veja que queijos, peixes, cenouras, beterrabas, rúculas, agrião, chicória, milho, e muitos outros vegetais são indispensáveis ao bem estar físico mental e, por que não dizer, da paz do espírito?

       De vez em quando, mas olha, só de vez em quando, não faz mal nenhum comer um pastel de queijo, carne ou  palmito.

       Perceba que esses alimentos adquiridos logo pela manhã teriam características próprias, diversas daqueles obtidos depois das 11 horas.

       Segundo alguns especialistas, a compra dessas coisas num clima bem saudável, onde predominam a alegria e o bom humor, teria a virtude de potencializar os benefícios que elas trariam à saúde corpórea.

        Olha que até azeitonas, salames e queijos acompanhados de uma cerveja, ou vinho, de vez em quando, com moderação, em nada prejudicariam o bem estar tanto físico quanto mental.   

       A alimentação saudável, os exercícios e os bons hábitos ajudam a organizar a vida.

 

Mudando de assunto:

Quem não se lembra do famoso Citroen 11 CV Avant? Quando eu era moleque conheci um camarada (um bom sujeito), que em meados dos anos 60, comprou um desses tendo-o desmontado e montado inteirinho dentro da garagem da sua casa.

Curta o vídeo. 

 

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publicado às 13:10

A Tampa Vermelha

por Fernando Zocca, em 12.08.11

 

Deitado na rede, fixada na varanda, do rancho velho de pescarias, eu matutava, naquela manhã ensolarada de sábado, que: "apesar da empresa afirmar ter ampla oferta de benefícios aos clientes, suas limitações eram gritantes. Os fantasmas das 104 mortes, provocadas pelo enfermeiro, sócio tácito do pool das funerárias, rondavam insidiosos, a instituição".

No rancho, onde nos finais de semana, eu recebia os amigos, a sombra, água fresca, música boa, comida farta e saborosa, bem como o descompromisso com a seriedade, eram os elementos dominantes. No fogão velho encostado na parede sombria, Dentola cozinhava em fogo brando, naquele instante, o arroz e feijão; os peixes eram limpos, lá na beira do rio, pelo encarregado da tarefa.

Eu me achava tranquilo. Mas minha vida não tinha sido fácil até alguns anos antes. Acordava cedo e trabalhava muito; engolia sapos terríveis dos chefes pernósticos e inclementes; mal-e-mal conseguia pagar as contas de água e luz.

Essa fase, porém, foi substituída, por diversa, mais próspera e promitente. Eu comprara uma casa no valor de R$ 500.000,00 entranhada num condomínio restrito.

Apesar de ela situar-se noutro município, era mansão e tinha sete quartos. As más línguas, como sempre, não tardaram em asseverar que era a "Mansão das Sete Mulheres", numa alusão travessa, às minhas namoradas eventuais. Comprei também três carros bons e deixei definitivamente a dependência dos ônibus e seus horários.

O fato causador dessa mudança, verdadeira ascensão social, foi a minha elevação, de reles funcionário, simples e obsequioso, oriundo da mundiça catinguenta, à categoria de Comandante em Chefe do Departamento Comissional do honorável Sindicato Motorístico da Metrópole.

Mas você, meu astuto e criterioso leitor, sabe como é a inveja: basta verem que "neguinho ta subindo na vida" pra logo inventarem um monte de besteiras irrazoáveis. No meu caso disseram, aos quatro ventos, que as propriedades que possuo são incompatíveis com os meus vencimentos. Ora, veja!

E depois tem mais: não considero, e nem mesmo nunca considerei, as ajudas de custo que variavam entre R$2.600,00 a R$6.500,00 propinas tipo fecha beiço. Os tais teclados pérfidos eram terríveis; ainda mais quando afirmavam ser nossa diretoria seleta, subserviente à classe patronal. Eu pensava: "Eles mentem. O inimigo trama. Mas mesmo que ele trame tanto, que torne minha vida ao inferno, eu lutarei em defesa das minhas propriedades genuínas. Eles nunca provarão serem elas frutos das peitas malignas. Essa onda de maranhão só pode ser coisa de quem tem berebas no cérebro; de malucos".

Portanto afastei, naquele momento, os tais pensamentos ruins e voltei minha atenção para a beleza vitaminada que preenchia o minúsculo biquíni harmonioso estendido ali, sob o sol, no gramado circundante. Aqueles lábios carnudos, cabelos longos, densos e louros; olhos azuis e a peitama abundante, eram sim motivos bons e reais pra concentração prazerosa. Ela detinha nos dedos finos, da mão esquerda, uma tampinha vermelha com a qual brincava lascivamente.

Dentola que não me visse; mas ela emitia olhares furtivos, por sobre os óculos de sol, mordia o lábio inferior, premendo as coxas. Ela queria; precisava.

Olhei pela janela envidraçada e o mocorongo continuava nos afazeres do fogão. Gritei então pra que ele ouvisse: - Dentola! Nós vamos apanhar laranjas.

Com um gesto sutil de cabeça pedi pra que ela me acompanhasse. Cúmplices, tensos e vibrantes nos embrenhamos no meio da mataria. Isso sim é que era um vidão.

09/05/2003.

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publicado às 20:25