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Na mesa do botequim

por Fernando Zocca, em 26.07.10

                     O tempo passa muito rápido e a gente nem se apercebe; quando nos damos conta, pimba, já era. Então vemos a molecada chegando pra fazer, o que mais ou menos, sempre fizemos.

 

                    Depois de alguns dias enclausurado sempre é bom caminhar um pouco, pra estender os músculos. E quando a gente movimenta o corpo os pensamentos fluem mais fáceis pela mente;  assim é possível lembrar-se das coisas há muito esquecidas.
 
                    Então, de repente, uma saudade imensa dos momentos bons, que talvez não voltem mais, impõe-se à nossa consciência: onde estariam aquelas turmas todas que, nas horas festivas, irradiava alegria, sem demonstrar qualquer temor pelo futuro?
 
                    Copos e garrafas ajuntados nas mesas dos botecos marcantes, daqueles gloriosos anos dourados, testemunhavam o consumo que alegrava as horas das noites inesquecíveis.
 
                    Nas mesas de sinuca, quando se deixava o tempo escorrer entre os dedos, lançava-se muita vez, a esperança dos ganhos, que pagariam as despesas da noite.
 
                    Sabemos que viemos da mãe terra e é pra ela que voltaremos. Entre esses dois momentos – a chegada e a partida - seria bom que agíssemos de tal forma que, depois que estivéssemos em “outros planos”, alguém sempre se lembrasse, com muito carinho, da nossa passagem.
 
                    Portanto é bom livrar-se do mau humor, da inveja, do ódio e da maledicência. Enquanto praguejamos, o tempo passa e a gente nem percebe que também já passamos.
    

 

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publicado às 02:11



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