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Questão de autoestima

por Fernando Zocca, em 22.07.14

 

A frase "a gente não é ninguém" expressa muito bem o grau de autoestima que alguém tem de si mesmo. E quando a convicção é muito forte, a tendência é a de tentar convencer os demais de que também não valem nada. 

Essa auto-desvalorização faz parte do desamor que algumas personalidades nutrem por si mesmas. 

Então, veja bem, meu amado leitor: quando a pessoa não satisfaz nem mesmo de si própria, a propensão é a de desprezar também as outras que vivem ao redor. 

O indivíduo só gosta dos outros da mesma forma que ama a si. Se ele acha que não é ninguém, que não vale nada, além de se revoltar contra quem se considera, quem se respeita, tenderá a reduzir o outro a níveis nulos.

Então as opiniões de quem não se considera, sobre aqueles que se julgam menos ruins, são quase sempre semelhantes a "ele só quer aparecer", "pensa que é melhor do que os outros", "quer ser o bom" ou "quer dar uma de gostoso".

Essa postura mental, mais algumas atitudes agressivas, muita impunidade e omissão dos poderes públicos, são fontes de conflitos numa comunidade. E não é raro haver a prática de crimes como as ameaças de morte, agressões, calúnia, difamações e homicídios.

É corriqueira a criação de versões sobre quem não se simpatiza. "Se ele não tem nenhum pecado, a gente inventa" não seria um lema impossível de povoar as tais mentes.

Perceba que é muito mais difícil mudar a si mesmo do que destruir o que destoa, se destaca.

Por menos que a pessoa julgue ser, ela se esquece de que é uma filha de Deus, recebeu o batismo; e que se não contribui voluntariamente para o bem da comunidade, haverá, um dia, de contribuir. 

Excetuando as deficiências morfológicas, perfeitamente compensáveis pelos procedimentos médicos especializados, as falhas culturais podem muito bem ser supridas pelas escolas especiais, evangelização e paciência que dependem, é claro, só dos interessados.

O joio e o trigo podem até ser semelhantes; mas o trigo alimenta, o joio não.  

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publicado às 14:45

O Pai Maldoso

por Fernando Zocca, em 09.03.13

 

O limite de tolerância dos autoritários é muito baixo. Qualquer mísera crítica induz a uma avalanche de atos restritivos em retaliação. O exemplo disso é o que ocorre na Coréia do Norte, Cuba, China e Irã.


Na Argentina a presidenta Cristina Kirchner procura calar os veículos de comunicação social que não se dispõem a concordar com as suas decisões.


Em Cuba, o governo fossilizado de Fidel e Raul Castro, tornou sofrida a vida da cidadã Yoani Sanchez por ela publicar no seu blog, as suas opiniões sobre a situação que presenciava.


Os dirigentes cabeças-duras sempre agem com violência quando já não possuem argumentos suficientes para justificar as atitudes condenáveis.


Perceba que as hostilizações públicas feitas a Yoani Sanchez em Recife, Salvador e Brasília possuem o mesmo elemento componente do que as feitas ao prefeito Gabriel Ferrato, em Piracicaba.


Politico ladino, aproveitador do inconformismo natural dos adolescentes, contra a figura paterna, busca vergonhosamente, a condução destas energias contestadoras contra as instituições e seus representantes.


Significa isso a expansão, sem resultado prático positivo nenhum, do braço politico manipulativo, aos nichos adolescentes e pré-adolescentes da cidade.


Já dissemos e achamos oportuno repetir: se barulho e pular as catracas resolvesse alguma coisa, certamente que a população usaria gratuitamente o transporte coletivo desta cidade.


Ainda que mal comparando duas situações diversas, diríamos que este bafafá é semelhante ao feito pelo pai inexperiente, de primeira viagem, que tentando educar a filha, espalha tanta maldade que pode tornar insuportável o ambiente em que a moçoila e todos os demais vivem.

 

A lição que se tira disso tudo é que bagunça, indisciplina, maus modos, falta de educação, preconceito de classe social e desrespeito, são menos eficientes, mas muito menos eficientes mesmo, do que os atos administrativos previstos na lei.


Nos dias atuais nenhuma cidade, estado ou país precisa deste tipo de política.

 

09/03/13

 

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publicado às 11:17