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Piscina de quintal

por Fernando Zocca, em 20.04.16

 

 

 

Beethoven.jpg

 

O Serviço Municipal de Água e Esgoto (SEMAE) que durante mais de uma década foi dirigido pelo presidente do PSDB em Piracicaba, passou a apresentar, depois de um certo tempo, disfunção importante que resultou em protestos veementes na Câmara Municipal e processos no judiciário.

A hipótese da intenção do sucateamento da entidade, com objetivo de privatizá-la, foi praticamente confirmada diante da ineficiência dos serviços prestados à população, bem como pela total desorganização interna.

A exacerbação nos preços cobrados pelo fornecimento da água potável foi o gatilho desencadeador da revolta de grande parte da população. Com aumentos de 100% a 150% nas contas mensais milhares de consumidores viram-se inadimplentes. Um fato inusitado inaugurou-se nestes tempos de administração esquisita: o parcelamento do pagamento das contas do consumo da água.

A câmara municipal, apoio incontestável da política tucana em Piracicaba, ao negar-se a aprovar moções de repúdio, instauração da comissão parlamentar de inquérito, para frear as decisões equivocadas da administração, legislava sem no entanto o perceber, contra os interesses dos eleitores.

A ausência do senso crítico no partido favoreceu a falsa ideia de que a adesão às orientações da presidência era mais importante, para a manutenção da coesão partidária, do que a satisfação dos clamores do povo.

Há quem veja resíduos do nazismo/fascismo nas ações do presidente afastado do SEMAE. Diante da certeza do seu erro administrativo, lançou ele, contra a população, as suas injustiças, da mesma forma que Hitler, diante da derrota iminente, valeu-se do que chamava a solução final.

O certo é que o ministério público investiga as ocorrências. Os vários aumentos sucessivos dos preços dos serviços prestados pela entidade podem ser revogados.

Essa forma especial de ver e resolver os problemas levou muitos proprietários de piscinas de quintal a deixarem de lado aqueles folguedos do fim de semana. O usufruir das águas pode ser muito mais oneroso do que a carne, o carvão, a cerveja e a música dos tais ruidosos embalos festivos.

Com bom senso, equilíbrio, sensatez, é claro, os cálculos da contabilidade podem ser mais exatamente elaborados.

Superfaturar os preços não cai bem para quem está há tanto tempo exercendo a função de dirigir os negócios da cidade.

Imagine que outro dia ouvi um cidadão dizendo: “sorte tinha o Beethoven que, por ser surdo, livrou-se de ouvir o que não gostaria”.

Mas melhor mesmo do que uma simples piscina de água do SEMAE seria aquela repleta de dinheiro, igual a do Tio Patinhas.

Já imaginou o camarada chegando à tardezinha do serviço estafante do escritório chato e botando aquela sunga maneira joga-se de costas na piscina cheinha de dólares e moedas?

Até o sobrinho do Patinhas, o Pato Donald, namorado da Margarida, se sentiria tentado na aventura.

O bom de uma piscina dessas, de grana, é que não precisa de tratamento frequente com cloro. Ela não teria o inconveniente de, no caso de abandono, ser viveiro dos mosquitos causadores da Zika e da Dengue. As dos clubes sociais que se transformam em condomínios luxuosos também.

 

Se você gosta do nosso trabalho e quer nos apoiar ficamos-lhe gratos.

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publicado às 18:17

A cobra verde

por Fernando Zocca, em 11.08.14

 

As crianças das cidades litorâneas brincam mais nas praias sentindo os ventos vindos do mar, pisando na areia, bebendo água de côco e fartando-se com as brincadeiras possíveis no ambiente.

Já as crianças do interior relacionam-se com as coisas existentes no mundo ao redor. Por exemplo: aqui em Piracicaba, no início da década dos anos de 1960, além de quadrar a Praça José Bonifácio, assistir aos filmes dos cines Politeama, Palácio, Broadway, Colonial ou Paulistinha, ouvir os programas de rádio, pouca diversão a mais havia. 

A não ser, é claro, para aqueles cujos pais eram proprietários, ou tinham amigos que possuíssem ranchos de pescaria. Aí sim a diversão estaria mais do que completa.  

Contudo, no rancho a pessoa tem de aprender a se virar sozinha. Deve preparar - na ausência do encarregado que o faça - as próprias refeições, lavar a louça, higienizar o ambiente e, para os que ficam mais tempo, lavar as roupas.

Mas aos adolescentes que, num domingo, ficassem nesses locais de lazer, na companhia dos pais, dos tios ou dos avós, os trabalhos - é claro - não seriam tão obrigatórios. 

Entretanto, adolescente, sem ter o que fazer, - você sabe - logo busca alternativa pra não ficar parado.    

Foi o que aconteceu numa tarde de domingo, há muito e muito tempo atrás. Reunidos na bela construção, à beira do rio Piracicaba, logo depois da foz do Corumbataí, os pais, os avós e os tios de três adolescentes, procuravam passar as horas prazerosas cada um a sua maneira.

Enquanto os casais dormiam nos seus quartos, e os avós conversavam na varanda, os moleques tomando o bote, equipado com um poderoso motor de popa Mercury, saíram velozes rio acima, explorando as novidades. 

Nesses dias de seca incomum, na opinião de alguns, o rio Piracicaba não passa de um escoadouro de água impura, mas durante o tempo das chuvas o rio avoluma, e suas águas ficam bem perigosas. 

A correnteza é bastante forte e, mesmo para os melhores nadadores, não é fácil permanecer confortável, por muito tempo sobre ela. 

Naquela ocasião estavam os três garotos num bote velocíssimo navegando sobre as águas barrentas, contra a corrente, quando ao se aproximarem das estruturas da ponte do Caixão - que naquela época estava sendo construída - avistaram umas manilhas de concreto postadas ao longo das margens. Algumas estavam ilhadas. 

Fazendo uma curva fechadíssima para a direita, o piloto comandou a embarcação para o tubo cinzento ali jacente.

Reduzindo sensivelmente a aceleração do motor, deixando o bote deslizar calmamente, o piloto mandou aquele que estava mais próximo da proa tocar na manilha, suavizando, desta forma, o contato do barco com o objeto.

Dois garotos subiram na manilha. Ao olharem para dentro dela avistaram uma pimenteira vicejante ao lado de uma vara bem grossa que, tocando o fundo úmido, permanecia com a outra ponta, encostada numa das paredes internas. 

Isso tudo não teria nada de excepcional se não fosse por um detalhe inesperado: é que, enroscada na vara, havia uma cobra verde aparentemente dormitando. 

A partir daquele momento então a prioridade dos garotos era a de pegar a tal cobra. Mas como fazer isso? Um deles sugeriu que puxando devagar o pau, que há tempos estava ali, traria com ele, a cobra preguiçosa. 

E não deu outra. Devagarinho, o mais taludo foi tirando o bordão e, com muita delicadeza, pegou a cobra verde pelo pescoço.

A primeira frase que se ouviu depois da captura foi: 

- Vamos levar para o vovô!!

O bote, zunindo, agora a favor da corrente, chegou rapidinho ao rancho onde o pessoal estava ou tocando violão, ou dormindo na rede ou jogando conversa fora. 

A cobrinha foi apresentada ao vovô que, notando estar ela morta, devido à pressão exercida sobre o seu gorgomilo, mandou que alguém lhe trouxesse uma tesoura. 

Com a posse do instrumento o avô mostrou aos moleques que ela tinha alguma coisa na barriga. Devia ser a refeição que fizera há algum tempo. 

Usando muita delicadeza o vovozinho abriu o ventre da cobrinha verde, donde saiu um pequeno sapo já metabolizado.

Naquele bucólico final de tarde, junto com os oprimidos que sempre se queixam dizendo "pimenta no olho alheio é refresco", não tiveram também muita sorte, nem o sapinho, e nem a cobrinha verde.  

 

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publicado às 03:47

Até que enfim

por Fernando Zocca, em 09.11.13

Finalmente Piracicaba terá a sua faculdade de medicina.

Autoridades politicas da cidade inscreveram o município no programa federal que outorga concessões para a instalação da faculdade de medicina.

Várias cidades da região, inclusive Piracicaba, participam no dia 18 de dezembro próximo, da escolha da cidade que receberá autorização para a instalação desse curso universitário.

Ter população maior do que 70 mil habitantes, não ser capital e que não tenha o curso de medicina no seu território são os critérios básicos necessários a habilitarem o município interessado.
 
O projeto federal objetiva a formação de profissionais desta área devido a escassez de médicos no Brasil.

Há três instituições de ensino dispostas a receber esta importante e necessária incumbência. São elas: a UNIMEP (Universidade Metodista de Piracicaba), a Anhanguera Educacional, e a Fatep (Faculdade de Tecnologia de Piracicaba).

O Ministério da Educação e Cultura (MEC) analisará a necessidade social do curso, a estrutura das entidades particulares/públicas e finalmente as melhorias necessárias para a concretização do projeto.

No dia 18 de dezembro o MEC divulgará  as cidades habilitadas; logo depois abrem-se as inscrições para as faculdades interessadas.  

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publicado às 15:01

É necessário formar médicos

por Fernando Zocca, em 03.08.11


 

A população toda, de praticamente o Estado de São Paulo inteiro, tem a consciência de que é muito mal atendida, pelos responsáveis em ministrar os procedimentos minimizadores das afecções e também nos de preveni-las.

Veja que a ausência do conhecimento científico de excelência e a postura humanística, não são os causadores dessas deficiências danosas.

Não se forma um pais sem a nação; não se faz uma novela sem os atores, da mesma forma que não se funda um time de futebol sem os jogadores. O Estado jamais cumprirá as determinações legais concernentes à saúde, se não tiver o suficiente pessoal formado para isso.

Tudo bem que ser médico não seja semelhante a ser sacerdote, e que o desempenho da profissão exija compromisso, responsabilidade, entrega e formação impecável; ocorre que há vazios imensos nos tecidos institucionais destinados aos médicos e não é a insuficiência dos salários e das condições de trabalho, que os mantém vazios. É a falta, a carência de pessoal formado, de gente para trabalhar.     

Se a atual quantidade de faculdades de medicina suprisse realmente o mercado dos necessários bons profissionais, a situação calamitosa dos hospitais, prontos-socorros, relações conflituosas entre médicos e pacientes, que todos vêem diariamente na mídia, não seriam tão escandalosas.  

Contra fatos, não há argumentos. Como é que se nega essa ineficiência relacionada à saúde, estampada quase que diariamente nos jornais, rádios, revistas e telejornais? Os critérios para a abertura de cursos médicos seguem os padrões tradicionais de terem corpo docente qualificado, infraestrutura adequada, hospitais-escola e compromisso social. Ocorre que são insuficientes em formar a quantidade necessária de pessoal.

A atual situação terrível em que se encontra o atendimento médico, aos necessitados, é um risco mortal a que todos estão sujeitos. Não há que se falar em formação inadequada, desperdício para os cofres públicos, incompetência, tratamentos prejudicados, aumento dos gastos com a assistência, se não suprirem as lacunas nos postos de trabalho, destinados aos médicos e enfermeiros.

As afecções existentes no relacionamento médico/estado, médico/paciente, médico/planos de saúde são matérias quase que diárias na mídia. Ninguém faz vista grossa; não tem como. O Governo Federal, através dos Ministérios da Saúde e da Educação, propõem as terapêuticas consideradas necessárias para a obtenção cura.  

O Brasil não tem a quantidade suficiente de médicos, e se o plano de aumentar o número de profissionais por habitantes for concretizado, o problema dos maus atendimentos será minimizado. Pelo menos não haverá a omissão por parte das autoridades.

As condições dignas de trabalho, estrutura física, equipamentos, acesso aos exames de diagnóstico, remuneração justa no sistema de saúde, gestão séria, e mais recursos para a saúde, devem ser próprios de todos aqueles que se dispuserem a praticar, durante o exercício da profissão, o juramento que fazem ao se formar.  

Perceba que o governo busca com a proposta de trabalho dos formandos, nas cidades carentes, por até dois anos, (Programa Saúde da Família), levar à população necessitada, os conhecimentos médicos obtidos pelo futuro profissional, em troca da Bonificação da Residência Médica. Profissionais recém-formados, tensos e ansiosos pelas condições de trabalho e pela pouca experiência, existirão tanto nos grandes, quanto nos pequenos centros.

Os meios de formar médicos e os colocar a serviço da população, não podem ser barreiras que impeçam os governos de cumprir as determinações constitucionais.

Piracicaba precisa de uma Faculdade de Medicina que forme bons médicos e enfermeiros. As autoridades legislativas municipais, estaduais e federais, as autoridades executivas municipal, estadual e federal, sabem que a cidade é capaz de realizar com seu trabalho, estudo, ciência e honradez essa missão importante no cenário nacional.

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publicado às 20:59

 

                     Mas falando ainda dos tempos em que predominavam a falta de compromisso e a relativa responsabilidade, as horas de alienação eram vividas também no balcão da lanchonete Daytona, que ficava na esquina das ruas Moraes Barros e Boa Morte.

                    O que destacava o ambiente era a decoração feita com uma réplica de carro de corrida tipo Fórmula 1, vermelho, fixado no alto, na parede dos fundos.

                    Os mais bêbados chegavam logo depois das 8 da noite para beber muita cerveja, stanheguer e, de vez em quando, comer batatas fritas.

                    De lá, muitas vezes, só saiam após a meia noite, completamente nocauteados nos assentos traseiros dos carros, sob as vibrações do rádio em alto volume.

                    O DJ da moda era o Big Boy, da Rádio Mundial AM 860 KHz (Rio de Janeiro), que iniciava suas apresentações com o clássico “Hello Crazy People!!!”

                    Em Piracicaba, Atinilo José comandava o programa Varandão da Casa Verde, na Rádio Difusora, onde também trabalharam meus primos Roque De Lello e Arthêmio De Lello.

                    Para quem não sabe, Roque e Arthêmio eram filhos de Olanda e João De Lello, irmã e cunhado do meu pai; ambos foram preteridos numa questão de herança.

                    Aos desavisados como eu, era então surpreendente, mas muito surpreendente mesmo, ouvir no rádio, as músicas que se referiam ao que fazíamos em alguns momentos.

                    Assim, por exemplo, quando criança, depois que eu e alguns colegas chegávamos de um passeio pelo matagal, existente no final da Rua Ipiranga, era bem esquisito escutar “O que você foi fazer no mato Maria Chiquinha?”.

                    E no ônibus, a caminho do Ginásio Jerônimo Gallo, era desconfortável sentir que aquelas músicas e notícias, emanantes do rádio portátil do motorista, postado entre o para-brisa e o painel, tinham algo a ver conosco.

                    As questões mal resolvidas de herança começaram logo depois do falecimento do meu avô José Carlos Zocca, em 1943.

                    Mas nem tudo era sofrimento. Uma das gratas recordações que trago da infância é a de quando tomei a minha primeira limonada.

                    Isso aconteceu na casa da vizinha da minha avó Amábile Pessotto Zocca. O menino Paulo Zaia era um daqueles que brincavam conosco nas ruas. E um dia, quando chegamos suados à sua casa, a mãe dele, dona Lídia Zaia, tirando da geladeira uma vasilha com água, fez uma inigualável e inesquecível limonada.

                    Dona Lídia deve hoje estar com quase cem anos.


 

 

Veja no vídeo abaixo uma homenagem ao DJ Big Boy.

Homenagem a Newton Alvarenga Duarte, o eterno Big Boy DJ, que mandou ver nas pistas dos bailes durante a primeira metade da década de 70. Introduziu um jeito irreverente de mostrar sua competência nas ondas da rádio Mundial AM 860 quando as FM's ainda engatinhavam.

 
"Ritmos de boate", "Cavern Club" foram alguns dos programas comandados pelo DJ criador do lendário "Baile da pesada", falecido em 1977.

 

 

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publicado às 18:54

O Mundo é Pequeno, Piracicaba Menor Ainda

por Fernando Zocca, em 06.07.11


 

                   Em 1969 o Bar Noiva da Colina, que fica na esquina das Ruas 13 de Maio com a Alferes José Caetano (foto) pertencia à família Casale.

                    Eles tinham acabado de chegar do bairro Dois Córregos e eram pessoas bem simples. Os pais da Neile, Genésio, João José e Rosalina já tinham idade avançada, portanto quase não participavam das atividades comerciais dos filhos.

                    Genésio e Neile, na parte superior do sobrado, recebiam apostas do jogo do bicho, enquanto que João José e Rosalina mais atendiam à freguesia do boteco.

                    No carnaval de 1971 ou 72 João José e eu nos dispusemos a viajar de carona para o Rio de Janeiro. Saimos daqui com algumas coisas somente e de caminhão, que pegamos perto da ESALQ, chegamos até a Dutra. Antes eu havia vendido um rádio portátil ao Genésio a fim de que com a importância recebida, pudesse ao menos pagar alguns maços de cigarros.

                    Não nos demos muito bem na excursão ao Rio. Quase sem dinheiro nenhum, passamos a primeira noite na praia de Copacabana, onde com um cobertor improvisamos uma barraca tosca.  

                    No dia seguinte seguimos para ver o Cristo Redentor e com muito esforço, chegamos lá no topo, com praticamente todas as forças exauridas.

                    João José, por ter a personalidade um tanto quanto que incongruente, achava que podia queimar toras e toras da canabis sativa Linus sem se alimentar e por isso e também por outras, acabamos nos desentendendo.

                    Ainda lá em cima do morro conversei com um grupo de travestis, que num fusca branco, desceria para o asfalto. Chegado da descida parti imediatamente para a estação rodoviária, onde tomei um ônibus para São Paulo.

                    João José teve problemas e do Rio telefonou para a irmã Neile que, se não me engano, pagou um táxi para buscá-lo.

                    Bom, eu sei que daqueles momentos em diante não mais nos vimos e o fim de João José não foi dos melhores. Por causa da toxicomania esteve internado por várias e várias vezes em hospitais psiquiátricos.

                    Anos depois soube que ele se envolveu num latrocínio, praticado contra um motorista de táxi em Santa Maria da Serra, tendo sido condenado a muitos anos de prisão.

                    Mas voltando ao Bar Noiva da Colina, ele ficava vizinho de uma agência dos correios, onde hoje funciona, se não me engano um restaurante.

                    Naquela pequena agência de esquina trabalhava, na função de carteiro, um senhor que se chamava Hermínio Harder, pai do falecido Carlos Augusto Bottene Harder.

                    E foi esse senhor, Carlos Augusto Bottene Harder, que residia à Rua Napoleão Laureano 164, que no dia 27 de Dezembro de 2007, tentou nos matar a tijoladas, na esquina das Ruas Fernando Febeliano da Costa e Napoleão Laureano.

                    Hoje em dia é o moço Gabriel Donizete Bottene Harder, (filho do finado Carlão), residente no mesmo endereço do pai, recebedor de auxílio material e proteção dos parentes funcionários públicos, que tem a função de nos infernizar a vida.  

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publicado às 14:40

 

 



Fiscais da Controladoria Geral da União (CGU) conseguiram provas de que das quatro concorrências públicas realizadas em Jaciara (MT), três foram vencidas por empresas subsidiárias da Planam.

 
Das sessenta cidades fiscalizadas pela Controladoria, em quatro constatou-se a participação de sociedades de alguma forma ligadas a Planam, envolvida no escândalo das ambulâncias.

 
É do conhecimento público mundial que os cofres federais eram saqueados com os ardis empregados por Darcy Vedoin e Luiz Antônio Vedoin diretores proprietários da Planam empresa investigada.

 
Os esquemas criminosos eram assim: prefeitos contatavam os Vedoin, interessados em comprar e vender ambulâncias para prefeituras. Por meio de licitações fraudulentas, a Planam ou uma de suas subsidiárias vencia as concorrências. Há suspeitas de que até dois ou mais empreendimentos ligados a Planam participavam da mesma licitação. Através de deputados e senadores corruptos, eram propostas emendas para a compra dos veículos com dinheiro do Orçamento. Por meio de lobistas, mediante pagamento de propina, o dinheiro para a compra saía dos ministérios, principalmente o da Saúde, com a possível anuência das autoridades do alto escalão do governo.

 
Os preços pagos pelos veículos eram centenas de vezes maiores do que os preços praticados no mercado normal.

 
No caso de Jaciara (MT) essas licitações remontam a 2002, durante a gestão do prefeito Valdizete Martins Nogueira (PPS-MT).

 
A participação do ex-prefeito Valdizete contava com a atuação do empreiteiro Abel Pereira, contra quem corre inquérito na Polícia Federal. Abel é apontado como lobista de Valdizete e de outros prefeitos; estava ligado ao então ministro da Saúde, do governo de Fernando Henrique Cardoso, Barjas Negri (PSDB/SP).

 
Abel Pereira contribuiu com 30 mil reais para a campanha eleitoral que elegeu o professor Barjas Negri prefeito de Piracicaba em 2004. Negri recebeu 120.412 votos.

 
Desde 2005 quando Barjas tomou posse, Abel Pereira venceu com sua empresa CICAT, cerca de 37 licitações para construção de obras no município.

 
Em depoimento à Polícia Federal Luiz Vedoin disse que Pereira recebia até 6,5% sobre os valores conseguidos no ministério. Sabe-se que Abel teria liberado até R$ 3,5 milhões em verbas públicas.

 
O Delegado Diógenes Curado Filho da Polícia Federal, que preside o inquérito, solicitou na semana retrasada outro prazo de 30 dias para concluir algumas diligências solicitadas pelo Ministério Público Federal.

 
Durante a cerimônia em que tomava posse, em 2005, como prefeito de Piracicaba, Barjas Negri prometeu que uma de suas primeiras ações seriam na área da saúde.

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publicado às 15:41

Bem-aventurado Ambrósio Sansedoni de Sena

por Fernando Zocca, em 18.03.11

 

 20 de março

 

Ambrósio Sansedoni, nasceu no majestoso palácio da sua nobre família, no ano 1220, na cidade de Sena, Itália. Segundo a tradição, parece que ele nasceu disforme, com algumas imperfeições nas pernas e braços, por este motivo foi confiado a uma ama de leite, que o mantinha fora do palácio, pois a família se envergonhava da sua condição. Mas, esta senhora, muito cristã e piedosa, cuidou dele com carinho e afeição. Todos os dias, ela o levava nos braços, cobrindo inclusive o seu rosto, à igreja, onde rezava com fervor, para que o menino fosse curado.

Certa vez, um peregrino disse à ama de leite: "Mulher, não escondas o rosto desta criança, porque será a luz e a glória desta cidade". Não passou muito tempo Ambrósio foi curado milagrosamente. Tinha pouco mais de três anos, quando retornou ao palácio e ao seio da família. Depois, aos dezessete anos, abandonou tudo para ingressar na Ordem dos Padres Predicadores Dominicanos.

 

O noviciado e os primeiros estudos, ele completou em Sena, depois fez o aperfeiçoamento, em 1245, na diocese de Paris e de lá seguiu para a Alemanha, na diocese de Colônia. Teve como professor, o futuro santo, Alberto Magno e como companheiros Pedro de Tarantasia, que mais tarde foi eleito Papa Inocêncio V e Tomás d'Aquino, que a Igreja homenageia com o título de Doutor.

 

Ambrósio foi chamado para ir lecionar em Paris. A partir de então se tornou conhecido, principalmente, pela eficácia de sua pregação na igreja e na praça, entre os salmos e entre os tumultos. Alguns pintores o representaram com o Espírito Santo em forma de pomba branca, que lhe fala ao ouvido.

 

Seus dons excepcionais de convencimento e conciliação, marcaram a história da Igreja e da humanidade. Foi enviado à Alemanha como mediador da paz entre várias famílias em conflito. Regressou a Sena e alcançou do Papa Gregório X a supressão de um interdito que havia recaído sobre a sua cidade. Depois disto, este mesmo pontífice lhe confiou ainda outras missões de paz pela Itália, Hungria, França e novamente Alemanha.

Acusado de impostor e de ambicioso por um poderoso senhor, Ambrósio respondeu-lhe: "Deus se chama Rei da Paz. É por isso que cada um deve desejar a paz com o próximo. Deus não a concede senão aos que a concedem de bom coração aos outros. O que eu faço não é por mim mesmo, mas pela vontade daquele que tem poder sobre mim. Agora, pois, se é por minha causa, se é que vos perturbo, peço-vos perdão ..."

No ano 1270, foi chamado a Roma pelo Papa, para ajudar na restauração dos estudos eclesiásticos. Morreu vítima do seu zelo, no dia 20 de março de 1286, em Sena, durante um sermão. Falou com tamanha veemência contra os usurários, que se romperam várias veias no peito, causando-lhe a morte instantânea. O papa Clemente VIII, em 1597, fez incluir no Calendário da Igreja, o Beato Ambrósio Sansedoni, de Sena, para ser venerado no dia de sua morte.

 

Fonte: site da Diocese de Piracicaba.

 

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publicado às 15:38

Injustiça Gera injustiça

por Fernando Zocca, em 22.12.10

 

                                              Teoricamente os poderes componentes da estrutura dos Estados democráticos são três. O legislativo, cuja incumbência seria a de elaborar as regras norteadoras do agir na sociedade, o executivo cuja proposta é a de praticar as ações determinadas, e o judiciário que se incumbiria de julgar as condutas havidas no meio social.

 

                    Em tese haveria independência entre essas três instituições, mas na prática não é bem isso o que acontece. Observa-se que não é incomum a obtenção da disfunção de uma entidade, ao contaminá-la nomeando correligionário.

 

                    Numa administração municipal, o prefeito teria grande poder neutralizador da câmara de vereadores, ao nomear legislador para o exercício das funções secretariais.

 

                    A hegemonia política representada pela subserviência legislativa é obtida assim, também pela inibição das funções crítica e fiscalizadora.

 

                    Em não estando o judiciário imune à corrupção, promovida pelo abuso do poder político e econômico, teria em tese, o tal prefeito, um completo domínio político no seu território.

 

                    Nesse cenário sombrio e autoritário seriam frequentes a consumação da injustiça geradora dos vários conflitos graves, conducentes a enfrentamentos físicos e até homicídios.

 

                    Os desvios das grandes fortunas públicas conseguidas com as licitações viciadas, a cumplicidade legislativa municipal e a inocuidade judiciária, seriam fatores desencadeadores dos desentendimentos e crimes de morte.

 

 

 

08/03/2010 - O vereador de Águas de Lindóia Edson Âmbar chamou de chifrudo o presidente da Câmara Municipal, Joel Raimundo de Souza, durante a sessão na cidade localizada a 170 km de São Paulo. O insulto ocorreu diante das câmeras de TV. Houve confusão e briga entre os vereadores. A Polícia Militar foi chamada para intervir na questão.

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publicado às 12:07

Largo e chato igual a uma pá

por Fernando Zocca, em 14.10.10

                               Considero o senhor deputado federal Antônio Carlos Mendes Thame (PSDB), um dos maiores picaretas que Piracicaba já produziu.

 

                        Você já ouviu dizer que o malandro pra ser bom tem que fazer tudo certinho, bonitinho, sem borrões ou rasuras? Pois esse pernóstico é assim. É chato e largo igual a uma pá.

 

                        No tempo em que era mocinho, diziam que ele não era tão homem assim. Para terminar o curso, gratuito, de engenheiro agrônomo na ESALQ, fundou um cursinho supletivo com o qual enricou, ganhou notoriedade e lançou-se na política.

 

                        Esse, hoje já idoso senhor, presunçoso, considera que o poderio econômico, que amealhou por força dos engodos que propõe, é bem suficiente para manter a injustiça que lhe corrói até os ossos.

 

                        Foi guindado a prefeito uma ou duas vezes, fato que lhe inflou o ego delicadíssimo, proporcionando-lhe incentivo pra seguir em frente na carreira política.

 

                        Quando prefeito tinha como chefe da guarda municipal o já falecido Paulo de Castro que também, veja só, ministrava um curso de teosofia aqui nesta insigne cidade interiorana.

 

                        Do seu partido fazem parte o senhor Barjas Negri, que foi, salvo melhor juízo, naqueles tempos de Fernando Henrique Cardoso, ministro da saúde. Pois foi naquele tempo que vieram a lume as denúncias do envolvimento do primeiro, num bafafá nacional conhecido como o Escândalo das Sanguessugas.

 

                        Nesse esquemão estava o falecido Abel Pereira, proprietário da empreiteira CICAT, a única a vencer mais de trinta licitações públicas nestas terras piracicabanas. O detalhe a ser percebido, é que a tal empresa, só venceu as concorrências depois da posse do senhor Barjas Negri como prefeito.

 

                        Nas duas gestões de Barjas Negri ninguém mais tinha competência suficiente, para asfaltar ruas e levantar algumas paredes, do que o empreendedor proprietário da CICAT.

 

                        Vá agora saber se é sorte, ou parte com o Demônio: o cara foi reeleito e vai desfrutar, ao lado do Tiririca, durante longos quatro anos, todas as mumunhas inerentes ao cargo.

 

                        Isso tudo é pra quem pode não pra quem quer.

 

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publicado às 21:51