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Fezes e urina

por Fernando Zocca, em 18.08.14

Por que o cidadão eleitor contribuiria para o enriquecimento pessoal dessa gente – votando - se não fosse por masoquismo ou obrigação inconsequente?

 

 

 


A população de Piracicaba consome água contaminada por fezes e urina vindas de Americana e Santa Barbara do Oeste. Quem, teoricamente, deveria cuidar desse assunto, encontrando solução não o faz. Os políticos que estão no poder há 20 ou mais anos não fazem nada mais do que enriquecerem a si e aos seus familiares. Enquanto isso o povo bebe dejetos.


Quem deveria fazer não o faz.


É vergonhosa a atuação política dessas pessoas que ocupam cargos públicos na cidade de Piracicaba. É tempo de eleição: os sujeitos estão novamente a pedir votos. Querem o aval da população para continuar com as terríveis injustiças.

Com os votos ocupam os cargos que lhes rendem salários imensos e vantagens inimagináveis para o cidadão comum.

Essas pessoas que ocupam hoje o cargo de prefeito, vereador, deputado estadual ou federal não pensam em outra coisa que não seja o bem-estar próprio.

Por que o cidadão eleitor contribuiria para o enriquecimento pessoal dessa gente – votando - se não fosse por masoquismo ou obrigação inconsequente?

Basta de reeleger pessoas que enriquecerão a custa do povo. Se o cidadão comum não puder participar ativamente como candidato aos cargos das mamatas municipais, estaduais e federais, que não seja conivente com os crimes que certamente cometerão os tais pedintes de votos.

Beber ponte, viaduto, automóveis, prédios públicos suntuosos não parece ser prático nessas horas. 

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publicado às 14:14

O Bote Inflável

por Fernando Zocca, em 28.03.13

 


O bote inflável serve também pra você colocar o seu bloco na rua. Calma. Eu explico: há algum tempo, quando você desejava, ao passear pelas margens do rio, dar uma voltinha de barco, tinha de ser proprietário de um, ou ter conhecido que o fosse.


Sim porque possuir bote não era coisa muito comum. Precisava cortar árvores, passar as toras pelas serras de fita, plainas e, depois de preparadas as tábuas todas, carecia construir o bendito veículo.


A dinâmica era praticamente a mesma da usada na fabricação das caravelas, que trouxeram Cabral e seus acompanhantes para o Brasil em abril de 1500.


Depois de muitos e muitos anos fazendo botes de pau, surgiu com o florescimento da indústria metalúrgica, a possibilidade de construí-los de alumínio. Esse fator foi bem relevante para a questão da preservação do meio ambiente.


Veja que o bem-estar das pessoas depende diretamente do nível equilibrado da emissão de poluentes, tanto os sonoros quanto os degradadores da qualidade do ar.


Logo em seguida, ao avanço da tecnologia da fabricação dos inúmeros modelos de botes de alumínio - um metal bastante leve e resistente, com que fazem também panelas - surgiram as possibilidades de construir botes de borracha.


São infláveis, da mesma forma que os pneus do carro, da moto, da bicicleta, das bonecas e dos colchões.


A vantagem de ter um ou mais botes desse tipo é que você, ao guardá-los não tem tanto espaço ocupado. É só dobrar carinhosamente o equipamento e pronto.


Os proprietários dos infláveis têm algumas vantagens sobre os demais. Suas atitudes são mais confortáveis do que a dos proprietários dos botes de alumínio ou de madeira que, por ser trabalhoso tirá-los e pô-los no rio, assim que precisar deles, deve deixá-los ao relento ancorados nas margens.


E tem mais: durante a empolgação, naquele pique, das festas e comemorações, é mais fácil você inflar seu botezinho botando-o na rua do que arrastar o trambolho pesado de madeira atrás de si.


É claro que, em caso de enchente, ele também serve.

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publicado às 12:11