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Fezes e urina

por Fernando Zocca, em 18.08.14

Por que o cidadão eleitor contribuiria para o enriquecimento pessoal dessa gente – votando - se não fosse por masoquismo ou obrigação inconsequente?

 

 

 


A população de Piracicaba consome água contaminada por fezes e urina vindas de Americana e Santa Barbara do Oeste. Quem, teoricamente, deveria cuidar desse assunto, encontrando solução não o faz. Os políticos que estão no poder há 20 ou mais anos não fazem nada mais do que enriquecerem a si e aos seus familiares. Enquanto isso o povo bebe dejetos.


Quem deveria fazer não o faz.


É vergonhosa a atuação política dessas pessoas que ocupam cargos públicos na cidade de Piracicaba. É tempo de eleição: os sujeitos estão novamente a pedir votos. Querem o aval da população para continuar com as terríveis injustiças.

Com os votos ocupam os cargos que lhes rendem salários imensos e vantagens inimagináveis para o cidadão comum.

Essas pessoas que ocupam hoje o cargo de prefeito, vereador, deputado estadual ou federal não pensam em outra coisa que não seja o bem-estar próprio.

Por que o cidadão eleitor contribuiria para o enriquecimento pessoal dessa gente – votando - se não fosse por masoquismo ou obrigação inconsequente?

Basta de reeleger pessoas que enriquecerão a custa do povo. Se o cidadão comum não puder participar ativamente como candidato aos cargos das mamatas municipais, estaduais e federais, que não seja conivente com os crimes que certamente cometerão os tais pedintes de votos.

Beber ponte, viaduto, automóveis, prédios públicos suntuosos não parece ser prático nessas horas. 

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publicado às 14:14

A Rotina da Cidade

por Fernando Zocca, em 05.06.12

 

 

Cena 01/interior/dia

Fechado dentro do seu gabinete, na câmara municipal, o vereador presidente da casa está nervoso. Aflito ele olha pro filho que espera dele uma solução.

Vereador:

- Noi precisamo fazê arguma coisa. Assim não dá mais. Assim não pode.

Filho:

- O que noi vai fazê pai?

Vereador:

- Tá sujeira. Negadinha já tá sabendo que noi robamo os notebook e parte do dinheiro da merenda escolar.

Filho:

- Mas e dai? O que noi vai fazê?

Vereador:

- Vamo fazê uma simpatia.

Filho:

- Como assim, pai?

Vereador:

- É. A coisa tá suja. Noi precisa limpa tudo. Noi precisa de muito sabão e detergente. Vamo fazê o seguinte: hoje à noite noi vai alivià a fábrica de sabão do João Mané. Noi vai carrega o que for possível e depois noi vende esse produto lá em Minas. Quem sabe dá certo.

Filho:

- Será, pai?

Vereador:

- É craro. Convide seu irmão e seu primo pra noi fazê o serviço hoje a noite. Falô?

Filho:

- Falô, pai.

 

Cena 02/interior/noite

O vereador, seus dois filhos e um sobrinho, colocam caixas de detergente e sabão dentro de um carrinho de mão, que pretendem levar pra caminhonete, estacionada nas sombras do estacionamento interno da fábrica.

Vereador:

- Vamo rápido, molecada. Chega de sujeira.

O filho:

- Num sei não, pai. Acho que vai melar.

Vereador:

- Melar nada. Roubar todo mundo rouba.

O sobrinho:

- Tio, acho que o caldo vai engrossar. Parou um carro ali fora. Deve ser os home.

Vereador:

- Será?

 

Cena 03/exterior/noite

Dois agentes da Guarda Municipal saem da viatura apontando suas armas.

Guarda Municipal:

- Estejam todo mundo presos.

Filho:

- Eu num falei, pai?

Vereador falando baixo:

- Que nada. Eles aceita um mimo.

Guarda:

- Negativo inoperante. Conosco ninguém podosco. Vai todo mundo em cana.

Chega mais uma viatura da polícia. Os guardas algemam e colocam os presos dentro do camburão.

 

Cena 04/Exterior/dia

Um grupo de homens reunidos na praça comentam as últimas notícias sobre a prisão do presidente da Câmara Municipal.

Velho de cabelos brancos:

- Mas que vergonha! A gente votamos nesses caras e olha aí no que dá. Tá vendo só?

Velho de cabelos pretos, paletó e um jornal na mão:

- Esse assunto não compete a nós. Isso é coisa de armação política. Eles que se entendam. A gente não tem nada com isso.

Silêncio geral. O grupo se dispersa. No rádio a notícia de que o juiz concedeu o alvará de soltura para os presos, traz de volta a rotina da cidade.

 

Zoom da câmera no relógio da matriz que faz soar as doze badaladas do meio-dia.

 

Fim.  

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publicado às 13:38

Ser ou não ser: eis a questão

por Fernando Zocca, em 07.05.12

 

O suprassumo do mandonismo “Quem pode manda, quem tem juízo obedece”, não tem mais razão de ser.

 

Na minha opinião o ato de votar deve ser voluntário. Essa história de que voto é um direito já não cola mais. Direito nada, é obrigação mesmo.

E porque eu teria obrigação de votar em quem não tem a minha confiança?

E veja que confiança não se impõe, adquire-se. A mídia vem recheada com dezenas de fatos escabrosos justificativos da minha total descrença nos caras.

Não tem porque eu ajudar a botar um sujeito lá na câmara municipal, por exemplo, e depois observar, durante o resto da minha vida, o camarada fazendo a maior estripulia com o dinheiro público.

Já passou da hora em que a Constituição da República, deveria garantir a voluntariedade, nessa questão de votar ou não.

O fato de o eleitor não ter escolha entre o ir ou não ir aos locais de votação, é ainda um resquício das imposições, próprias das ditaduras. Isso é coisa de coronel dono de engenho de açúcar e casa grande.

A voluntariedade, fruto do livre arbítrio, precisaria ser plenamente respeitada nas democracias. Afinal ninguém deveria ser considerado tão idiota que não conseguisse discernir se deve ou não votar.

O legislador, quando estabelece essa obrigação, presume que o povo não estaria acostumado com o ato, e que pela imposição, aprenderia.

Nada mais falsa essa noção.

Esta visão, fruto do populismo, precisa mesmo ser mudada. Se pelo menos os governos populistas municipais resolvessem paternalmente os problemas dos seus “filhos” eleitores, ai sim, talvez, houvesse razão para obrigá-los a pagar com o voto.

Mas os caras “pisam na bola” diuturnamente só puxando a brasa pras sardinhas deles. Assim não dá. Assim não pode.

Eu quero ter o meu direito de escolher entre o ser ou não ser eleitor, garantido pela constituição.

 

 


 




Mudando de assunto.

 

Veja algumas cenas de pesca da tainha.
Curta o vídeo.


07/05/12  

  

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publicado às 20:04






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